💼 HIS17 Ministro da Saúde, Ricardo Barros, confirma presença no encerramento. Emita sua credencial gratuita

Mudanças nas unidades de Saúde devem aumentar número de transplantes

Publicidade

“Para uma retomada, está bom”. Assim o presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Walter Duro Garcia, reagiu ao anúncio de que o número de transplantes realizados no Brasil cresceu 10% em 2008. Segundo Garcia, a instituição já esperava bons resultados, que, inclusive, podem ter sido melhores que os divulgados ontem pelo Ministério da Saúde.
“Fazemos um acompanhamento mensal dos transplantes realizados no Brasil e não só esperávamos por isso como acreditamos que, talvez, o percentual de crescimento chegue perto dos 15%”, disse Garcia à Agência Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 19 mil transplantes foram feitos durante o ano passado. Em 2007, o número chegou a 17.428 transplantes.
Deixe o seu comentário sobre esta notícia
Tem mais informações sobre o tema? Então, clique
Embora comemore os resultados, Garcia alerta que a associação calcula que, nos próximos dez anos, o país precisará multiplicar por três o número de transplantes feitos hoje. “Isso significa que temos que manter um aumento médio anual de 15%. Assim, daqui a dez anos nós chegaremos próximo do que deveríamos estar fazendo hoje”.
Segundo Garcia, para atingir essa meta é preciso que o governo disponibilize – como já vem fazendo, segundo ele próprio – recursos para financiar o sistema público de transplantes. A associação também reivindica a atualização de leis que tratam do tema. “Temos que ter leis e portarias adequadas e que se adaptem [aos avanços e necessidades] rapidamente. Nossa legislação é boa, mas muitas portarias estavam defasadas e a expectativa é de que sejam publicadas em breve”.
Garcia destaca ainda a necessidade de mudanças nas unidades de saúde. “Temos que ter hospitais altamente qualificados, capazes de diagnosticar adequadamente a morte encefálica de um eventual doador e que possam remover os órgãos [a serem doados]. É preciso todo um sistema de transporte”. Por fim, ele falou da importância que a população “aceite, entenda e confie” em todo o processo, autorizando as doações.
Garcia também questiona a metodologia adotada pelo Ministério da Saúde, que soma o total de todos os órgãos transplantados. Isso, segundo ele, acaba “escondendo” maus resultados, como os dos transplantes de pâncrea ou de fígado e rim, que diminuiram, respectivamente, 45% e 21% em comparação a 2007.
“O governo soma transplantes de córnea com os de fígado, de rim, de coração e tudo mais, independente delas serem feitas com [órgãos doados por] doadores vivos, ou falecidos. O que a associação faz é comparar o número de doadores que tiveram morte encefálica com o número de órgãos transplantados”, disse.

       
Publicidade

Deixe uma resposta