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MS busca métodos para consolidar avaliação tecnológica

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Embora tenha uma Comissão para Incorporação de Tecnologias (Citec), o Ministério da Saúde reconhece a dificuldade de ter uma metodologia adequada para avaliar a incorporação de novas tecnologias. “É difícil criar um método que trate de um valor maior como a vida e o que ela significa para a sociedade”, justifica o diretor do Citec, Cláudio Maierovitch.
Na opinião de Maierovitch, será preciso estratificar as necessidades para adequar as tecnologias a elas. “Tecnologia só tem valor se atender uma necessidade, que é diferente de demanda. Se falarmos de necessidades sociais, a diferença é ainda maior. Frente à imensidão de problemas, precisaremos ter conhecimento epidemiológico, comprovação científica de eficácia e efetividade e analisar os aspectos simbólicos e culturais envolvidos no nosso olhar sobre a saúde para estratificar as necessidades.”
Hoje, não há um processo sistematizado de incorporação tecnológica no Ministério da Saúde. “Nosso processo é fragmentado, mas queremos construir um método semelhante de avaliação para diferentes áreas e segmentos do Ministério da Saúde e do setor público. Ainda estamos engatinhando, mas já deixamos os primeiros tropeços”, compara.
A tendência de aumento de custos de saúde em ritmo mais rápido que o crescimento da economia assusta. “Nos Estados Unidos, a proporção de aumento de gastos per capita com saúde cresce acima do PIB. No Brasil, o que mais pressiona o sistema são os medicamentos: em cinco anos, triplicamos o gasto, saltando de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões.”
A solução para um uso mais racional dos recursos passa, na opinião de Maierovitch, pela maior participação social e até mesmo pela inversão do método de avaliação de tecnologias pelo Ministério da Saúde. “Hoje, agimos de forma reativa e avaliamos as propostas recebidas. Agora queremos identificar quais são os problemas e ações prioritárias de cada área do Ministério e buscar as tecnologias para atendê-los. É andar na contramão do que fazemos hoje, porque nem sempre a oferta casa com a necessidade”, conclui.  
*Claudio Maierovitch participou do debate “O Valor da Tecnologia”, promovido pela Abimed
 

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