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Mobilidade: monitoramento Wi-Fi no hospital

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A maioria das empresas usa a linha BlackBerry da Research In Motion (RIM) para guardar contatos de clientes e trocar e-mails. Mas o Oklahoma Heart, nos Estados Unidos, adotou a plataformas para ajudar a salvar vidas.
Há cerca de 2 anos, o hospital entregou aos enfermeiros aparelhos BlackBerrys que tocam, instantaneamente, se o monitoramento cardíaco de um paciente demonstrar sinais de problema. Ao mesmo tempo, imagens do batimento cardíaco do paciente são enviadas para o smartphone do profissional de saúde, para que seus olhos bem treinados possam ter uma ideia melhor sobre a situação.
O sistema de monitoramento cardíaco, dentro do quarto, identifica mudanças no ritmo ou “eventos” e, pela rede do hospital, envia essa informação para um servidor rodando em Connexall, do Globestar Systems, um software que pode ser configurado para filtrar eventos sem seriedade (um simples movimento do paciente, por exemplo) e problemas potencialmente perigosos. Qualquer evento sério e imagens, assim como os sinais vitais, são enviados para um servidor BlackBerry, que então, encaminha os dados para os aparelhos dos enfermeiros. “O processo todo leva menos de dois segundos”, afirma Steve Miller, CIO do hospital. 
Com os BlackBerrys, o hospital resolveu alguns problemas. O Oklahoma Heart foi capaz, por exemplo, de eliminar as salas de monitoramento central, que, por sua vez, eram vigiadas 24 horas por dia. O hospital ainda mantém monitores nas estações dos enfermeiros, como backup, mas com o novo sistema, os profissionais são avisados imediatamente sobre possíveis problemas com seus pacientes, onde quer que estejam, dentro do hospital. E se alguma coisa muito séria aparece, eles podem, no ato, emitir um alerta antes mesmo de chegar ao quarto. Antes, se qualquer tipo de arritmia ocorresse em um paciente, o sistema de monitoramento avisava os enfermeiros com uma ligação em seus pagers, sem qualquer suporte para dados sobre a seriedade do evento. Muitas vezes, não passava de um alarme falso.
Os enfermeiros começaram usando o BlackBerry 7270, mas atualizaram, recentemente, para o modelo 8900, um aparelho um pouco menor e com mais tempo de vida de bateria. São devices apenas com Wi-Fi, dispensando um SIM card ou planos de celular. Além disso, eles não funcionam fora do hospital. 
O Oklahoma Heart conduz, também, um projeto-piloto para médicos que tem iPhones para uso pessoal e profissional. O centro foi construído em 2002 como um hospital digital – todos os registros de pacientes são eletrônicos. Agora, os médicos podem baixar o software da Citrix chamado Receiver, para iPhone, diretamente da Apple App Store, para acessar, de seus celulares, qualquer aplicativo que eles normalmente baixariam em seus deskotps, incluindo gráficos de pacientes. Os médicos também têm acesso a imagens, como os raios-x anexados às fichas. Mesmo que não tenham qualidade para se basear diagnóstico, elas oferecem informações suficientes para que o médico resolva se precisa correr para um PC e ver a imagem melhor. O uso do aplicativo requer que os médicos concordem com as normas de segurança que a equipe do CIO Miller desenvolveu, incluindo permitir que todos os dados sejam apagados caso o iPhone seja perdido. 
No entanto, como o aplicativo da Citrix torna o iPhone uma mera ferramenta de navegação, os dados dos pacientes raramente ficarão armazenados no aparelho, avisa Miller. 
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