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Ministros da Saúde do Brasil e da França discutem parcerias

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O ministro da Saúde e da Proteção Social da França, Philippe Douste-Blazy, assinaram ontem, no Rio de Janeiro, convênio de cooperação entre o Instituto Pasteur e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), informa a Agência Saúde. Philipe Douste-Blazy e uma delegação de 12 técnicos franceses vieram ao Brasil para propor ao ministro Humberto Costa e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva acordos bilaterais na área de gestão hospitalar e pesquisa científica. Um dos acordos resultará na criação de um centro internacional de cooperação em HIV e aids que envolve o Brasil, a França e o Programa das Nações Unidas para a Aids (Unaids).
Outro acordo vai estabelecer cooperação para reativar a pesquisa e a produção de anti-retrovirais no Brasil, com o objetivo de retomar a produção da indústria nacional de medicamentos. A intenção é, além de abastecer o mercado interno, produzir os remédios para exportação a países mais pobres. O ministro Humberto Costa disse que vai estudar mais profundamente os termos da proposta, mas adiantou que ela pode ser uma alternativa importante.
Segundo o ministro Humberto Costa, o governo vê possibilidade de transferência de tecnologia para produção de medicamentos e perspectivas de exportação. Sobre a criação do centro internacional de cooperação técnica em HIV e Aids, o ministro considera o projeto viável, já que o Brasil tem se inspirado muito na política francesa para o controle da doença.
Para o coordenador nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids), Pedro Chequer, a possibilidade de criação do centro é concreta. Segundo ele, uma das finalidades da instituição seria fazer com que o Brasil prestasse apoio aos os países de língua francesa na África. A idéia, de acordo com o coordenador, é do diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para a Aids (Unaids) e foi apresentada pelo ministro francês da Saúde ao presidente Lula ontem à tarde.
Com relação à retomada da produção de medicamentos anti-retrovirais por indústrias brasileiras, Chequer salientou que é fundamental que o Brasil resgate a situação observada em 1997 e 1998, quando a participação (de indústrias nacionais na produção dos medicamentos) era maior.
Hoje, o Brasil produz apenas 20% dos medicamentos anti-retrovirais que consome. A queda na produção, de acordo com Chequer, se deve à falta de estímulo à pesquisa para novos medicamentos.
No início deste ano, estudo publicado por uma agência francesa de pesquisa em Aids, a ANRS, aconselhou o governo brasileiro a aumentar o investimento na pesquisa do princípio ativo dos anti-retrovirais, remédios usados no controle do vírus HIV. Caso contrário, o país correria o risco de, nos próximos anos, enfrentar dificuldades para importar essa matéria-prima de países como Índia e China.

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