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Ministro da Saúde abre hoje a semana mundial da amamentação

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O ministro da Saúde, Humberto Costa, abre nesta sexta-feira (10/09), às 15h, as comemorações da Semana Mundial da Amamentação no Instituto Fernandes Figueira (IFF), unidade da Fiocruz, no Rio. O Governo Federal mantém hoje iniciativas como o Programa Fome Zero para a erradicação da fome e da exclusão social no Brasil. O objetivo do ministério é estimular o consumo do leite materno, que também protege o bebê contra doenças como diarréia e pneumonia. No IFF, no primeiro semestre deste ano, foram coletados mais de 1.900 e doados quase 1.300 litros de leite humano. O Instituto também se destaca pela orientação dada às mulheres sobre o aleitamento: em 2004, já foram feitos mais de dois mil atendimentos individuais e quase 340 em grupo.
Com base nos modelos norte-americano e europeu, manter um banco de leite humano era muito caro. Mas, a partir de 1985, a Fiocruz iniciou uma nova fase, desenvolvendo metodologias alternativas eficientes e de baixo custo para a implementação de bancos adequados à realidade do Brasil. O Banco de Leite Humano do IFF é considerado referência no país e mantém acordos de cooperação com a França e com a América Latina.
Segundo informação do coordenador da Rede Nacional de Bancos de Leite Humano (RNBLH), João Aprígio Guerra, nos modelos clássicos, as embalagens para o leite coletado pesavam no orçamento de um banco. A Fiocruz começou, então, a estudar formas alternativas de acondicionar o alimento. As embalagens tradicionais foram ser substituídas por frascos de vidro de maionese ou Nescafé, estes com um custo 60% menor. Outra inovação foi que os equipamentos sofisticados para a pasteurização do leite (processo pelo qual qualquer microrganismo é inativado) foram trocados por um banho-maria com características especiais. “Com essa troca, o gasto com a aparelhagem, antes importada, caiu de US$ 17 mil para US$ 2 mil”, contabiliza Aprígio. A Fiocruz investiu ainda no controle de qualidade. E os resultados foram igualmente animadores. “O custo de uma análise microbiológica passou de dezenas de dólares para centavos de real”, diz Aprígio.

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Com base nos modelos norte-americano e europeu, manter um banco de leite humano era muito caro. Mas, a partir de 1985, a Fiocruz iniciou uma nova fase, desenvolvendo metodologias alternativas eficientes e de baixo custo para a implementação de bancos adequados à realidade do Brasil. O Banco de Leite Humano do IFF é considerado referência no país e mantém acordos de cooperação com a França e com a América Latina.
Segundo informação do coordenador da Rede Nacional de Bancos de Leite Humano (RNBLH), João Aprígio Guerra, nos modelos clássicos, as embalagens para o leite coletado pesavam no orçamento de um banco. A Fiocruz começou, então, a estudar formas alternativas de acondicionar o alimento. As embalagens tradicionais foram ser substituídas por frascos de vidro de maionese ou Nescafé, estes com um custo 60% menor. Outra inovação foi que os equipamentos sofisticados para a pasteurização do leite (processo pelo qual qualquer microrganismo é inativado) foram trocados por um banho-maria com características especiais. “Com essa troca, o gasto com a aparelhagem, antes importada, caiu de US$ 17 mil para US$ 2 mil”, contabiliza Aprígio. A Fiocruz investiu ainda no controle de qualidade. E os resultados foram igualmente animadores. “O custo de uma análise microbiológica passou de dezenas de dólares para centavos de real”, diz Aprígio.

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