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Ministério quer definir padrões de atendimento em casos de morte súbita

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O Ministério da Saúde vai definir quais os procedimentos a serem adotados na prevenção e tratamento dos casos de morte súbita no Brasil. Uma portaria ministerial determinou a formação de um grupo técnico composto por membros das sociedades brasileiras de Cardiologia, Medicina do Esporte e de Clínica Médica, além da Associação Médica Brasileira, do Conselho Federal de Medicina e de membros do governo federal, o qual se reuniu para dar início às discussões desses protocolos. De acordo com a coordenadora-geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Irani Ribeiro de Moura, o governo federal vai estudar cada um dos casos de morte súbita e elaborar protocolos específicos para o enfrentamento desse mal. A maior parte das mortes súbitas ocorre em ambientes não hospitalares.
Atualmente, ambientes como shoppings e aeroportos seguem diretrizes próprias no atendimento destes pacientes. O grupo técnico irá propor a padronização de procedimentos que permitam o atendimento a qualquer pessoa vítima desse agravo, de acordo com normas definidas pelo governo federal para abordagem nesses casos, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
O grupo também será responsável por avaliar a incorporação de tecnologias (como o desfibrilador automático) no setor e pela definição de diretrizes para capacitação de recursos humanos coerentes com a Política Nacional de Atenção às Urgências, instituída em 2003.
No Brasil, as doenças do aparelho circulatório representam a principal causa de óbito no país (32%) e as doenças isquêmicas do coração são responsáveis por até 80% dos episódios de morte súbita. Além disso, as miocardiopatias hipertróficas e as doenças congênitas do coração também induzem à morte súbita, em especial, em atletas e jovens. Todas essas afecções serão alvo dos debates do grupo, importantes para a elaboração de propostas de intervenção que produzam efeito protetor em relação a cada uma das doenças.

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