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Ministério promove primeiro encontro da rede de cooperação em HIV

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O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de DST e Aids, promoverá, entre hoje(25/01) e sexta-feira (28/01), o primeiro encontro da Rede Internacional de Cooperação Técnica em HIV/Aids. No evento, que acontece no Rio de Janeiro, serão definidos o regimento interno da rede e a agenda internacional de cooperação tecnológica, que determinará as ações a serem desenvolvidas nas áreas de transferência de tecnologia e capacitação profissional. O grupo reúne oito países em desenvolvimento que têm capacidade tecnológica para fabricar insumos utilizados no diagnóstico, na prevenção e no tratamento da Aids. Além do Brasil, a rede será integrada pela China, Ucrânia, Rússia, Tailândia, Nigéria, Índia e Cuba ? os dois últimos países participarão apenas como observadores. Também participam do encontro representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), das empresas privadas nacionais dos setores farmoquímico e farmacêutico, da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) e da Fundação Rockefeller.
Um dos pontos de discussão será o potencial de produção de medicamentos anti-retrovirais que integram os consensos médicos dos oito países. Nos últimos anos, essas nações assumiram um papel estratégico no combate à epidemia, por conta do potencial que elas têm para produzir os medicamentos genéricos que compõem o coquetel antiaids, assim como outros produtos relacionados à doença ? como kits de exames laboratoriais.
A proposta de criação da rede foi apresentada às delegações dos países interessados durante a 57ª Assembléia Mundial de Saúde, realizada em maio do ano passado, em Genebra, na Suíça. Em julho, na Sessão Especial das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Ungass), em Nova Iorque, começaram as negociações para definir os integrantes da rede. Na ocasião, ficou definido que o Brasil seria o responsável pela elaboração de um mecanismo para avaliar a capacidade técnica e científica dos países.
A financiadora da rede, a Fundação Ford pretende investir US$ 1 milhão nos próximos 30 meses. A rede pretende funcionar como um instrumento de integração entre os países membros, fortalecendo as ações de combate à epidemia. Entre suas principais metas estão a transferência de tecnologia para sintetizar os princípios ativos usados na produção dos anti-retrovirais e o estabelecimento de acordos de cooperação técnica e científica para desenvolver novas formulações e princípios ativos. Também fazem parte dessas ações a assinatura de acordos bilaterais ou multilaterais envolvendo parceiros públicos e privados dos países.

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