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Ministério da Saúde implementa serviço de urgência em Fortaleza

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O ministro da Saúde, Humberto Costa, anuncia hoje, em Fortaleza (CE), a implementação do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) na capital. Para o custeio dos serviços, o ministério vai investir, mensalmente, R$ 264 mil, o que representa 50% do gasto estimado. O restante deve ser pactuado entre os gestores municipal e estadual de saúde, informa a Agência Saúde. Desde 1992, a capital cearense possui um serviço de assistência móvel às urgências: o SOS Fortaleza. A partir de agora, com a adesão à política nacional e por atender às normas de qualificação estabelecidas pelo Ministério da Saúde, o serviço passa a se chamar Samu e fica integrado à Rede Nacional Samu 192.
Para a execução dos atendimentos, o serviço conta com 13 ambulâncias, quatro Unidades Móveis de Terapia Intensiva (UTI-móvel) e equipamentos para a Central de Regulação 192 do Samu. A ação faz parte do processo de consolidação da Política Nacional de Atenção às Urgências no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
O governo federal está investindo R$ 120,1 milhões na criação dos Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) nos municípios de maior porte populacional. Esses serviços atenderão às urgências provocadas por causas traumáticas, clínicas pediátricas, cirúrgicas, gineco-obsterícia e psiquiátricas.
O Samu é o principal componente da Política Nacional de Atenção às Urgências, lançada neste ano. Para compor as equipes, até o primeiro semestre de 2004, serão adquiridas 650 ambulâncias (suporte básico) e 150 UTIs (suporte avançado) para atender cerca de 68 milhões de pessoas em 132 municípios e 20 capitais.
Os recursos também vão garantir a implantação de 152 Centrais de Regulação Médica de Urgência para atender os pedidos de socorro. Para capacitar os profissionais que vão atuar nos Samu, nesta primeira etapa, 27 Núcleos de Educação em Urgência estão sendo criados.
Para custeio dos Samu, o Ministério da Saúde vai financiar R$ 180 milhões por ano. O governo está propondo a estados e municípios que apliquem igual valor.
Com a expansão dos serviços, a previsão é que, aproximadamente, 15 mil pessoas sejam empregadas em postos de trabalho diretos e indiretos. Os empregos diretos serão no mínimo de: 3,9 mil auxiliares de enfermagem, 3,9 mil motoristas, 2.852 médicos, 1.502 enfermeiros e 1.824 telefonistas auxiliares de regulação.

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