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Ministério da Saúde estuda uso de plantas medicinais no SUS

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O Ministério da Saúde, em parceria com Organizações Não-Governamentais (ONGs), quer usar o conhecimento de terapia popular no Sistema Único de Saúde (SUS). Para formular uma ação nacional que possibilite o uso de plantas no tratamento, 300 pessoas, entre gestores, representantes da indústria farmacêutica e Universidades estão participando, em Brasília, do Seminário Nacional de Plantas Medicinais, Fitoterápicos e Assistência Farmacêutica. O diretor de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Norberto Rech, disse que a idéia do Governo não é formar uma farmácia popular com produtos medicinais e sim formar capacitadores que ensinem como usar as plantas. ?Temos no Brasil a idéia de que qualquer programa que envolve medicamento recebe o nome de farmácia. Superamos essa etapa. Pensamos em montar uma política setorial que envolva todos os segmentos da sociedade nessa questão?, explica.
Segundo Rech, a idéia é montar um programa que possibilite tanto estimular a fixação e qualificação dos produtores, quanto assegurar a qualidade dos produtos. Além de abastecer a população, o governo estuda a possibilidade de atender a indústria farmacêutica com plantas medicinais, utilizando a biodiversidade brasileira na produção de medicamentos.
Com isso, explica Rech, o governo também estará estimulando a pesquisa nacional. ?Com esse trabalho queremos incluir e ampliar o acesso à assistência farmacêutica, capacitando recursos humanos capazes de reproduzir o conhecimento fitoterápico?, disse.
Para o diretor, o tratamento fitoterápico é uma importante opção que deve ser incorporada ao SUS. ?Em alguns casos, é a opção de tratamento mais barato e em outros mais adequado. Nós entendemos que existe a necessidade de resgatar esse conhecimento tradicional incorporado ao uso das plantas medicinais?.
Todas as propostas levantadas no Seminário serão levadas à Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica, marcada para os dias 15 e 18 de setembro. Rech adiantou que nessa conferencia será debatida toda a política de assistência farmacêutica. As decisões tomadas serão levadas a ao Conselho Nacional de Saúde. ?Não será um processo rápido. Nós queremos estruturar uma política de longo prazo. Em outros estados, já existem políticas nesse sentido, mas não são políticas coordenadas. A intenção agora é montar um processo consolidado?.

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