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Ministério da Saúde amplia fornecimento de medicamentos para hemofílicos

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O Ministério da Saúde ampliará de 30 mil unidades internacionais (UI) para 45 mil UI por ano a quantidade de fatores de coagulação (hemoderivado) fornecida a cada um dos pacientes de hemofilia, doença de Von Willebrand e demais coagulopatias hereditárias. O aumento na quantidade de hemoderivado fornecida aos pacientes é uma das medidas do Programa de Atenção Integral aos Pacientes Portadores de Coagulopatias Hereditárias lançado pelo ministro da Saúde, Humberto Costa. Com a implantação do programa, as crianças de até cinco anos portadoras de coagulopatias hereditárias – cerca de 1,5 mil pacientes -, passarão a contar com tratamento preventivo da hemorragia. Isso implica que esses pacientes receberão rotineiramente doses de fatores de coagulação, independentemente de terem ou não sangramento. O programa também criará protocolos para ampliar o tratamento domiciliar de urgência (quando o paciente pode armazenar em casa uma determinada quantidade de fatores de coagulação). Ao se prevenir e evitar a hemorragia, seqüelas e deformações nas articulações dos pacientes são reduzidas. Além de proporcionar mais qualidade de vida, essas medidas também significam redução de gastos com internações e tratamentos prolongados.
O programa também prevê a inserção de novos exames para diagnóstico de coagulopatias hereditárias na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e a criação de um sistema informatizado, chamado Hemovida Ambulatorial, para alimentar e interligar toda a hemorrede brasileira. O sistema vai armazenar dados como cadastro de paciente, agendamento de consulta, controle de tratamento e diagnóstico laboratorial, entre outros. Ainda será implantado centro de referência para cirurgia ortopédica, dentro do Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into), para atendimento de hemofílicos com seqüelas articulares, e estimulado o tratamento com radioisótopos em articulações lesadas para recuperação da cartilagem.
Atualmente, existem cerca de 9 mil portadores de coagulopatias hereditárias no Brasil. O tratamento desses pacientes demanda um investimento de R$ 250 milhões por ano. Com a mudança na forma de compra de hemoderivados em março de 2003 (passando da modalidade de licitação para pregão presencial), o Ministério da Saúde conseguiu reduzir de US$ 0,42 para US$ 0,16 o preço médio da unidade de fator de coagulação. A redução no preço médio dos fatores de coagulação permitiu uma economia de cerca de R$ 60 milhões por ano para o país. Essa economia propiciará o aumento em 50% da compra de hemoderivados, possibilitando a implantação deste novo programa para portadores de coagulopatias hereditárias a partir de janeiro de 2005.

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