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Ministério amplia recursos para combate à Aids

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O Ministério da Saúde vai aumentar o número de municípios que recebem recursos para ações de combate à Aids e garantir o tratamento de 100% das gestantes com o vírus. Essas são algumas das metas previstas pelo Programa Nacional de DST/AIDS para reduzir o número de casos da doença até 2006. Segundo o coordenador Programa Brasileiro de Combate à Aids, Alexandre Grangeiro, os trabalhos já começaram, informa a Agência Brasil. Atualmente, 150 municípios recebem recursos para desenvolver ações de combate ao vírus. Com a nova medida, o número passará para 411. O Ministério da Saúde, de acordo com Alexandre, vai repassar cerca de R$ 100 milhões por ano para essas localidades. ?São municípios de todo o país, que, em seu conjunto, reúnem 90% dos casos de Aids conhecidos no Brasil?, explicou o coordenador, completando que a incidência do HIV e a mortalidade continuam aumentando nas regiões Sul, Norte e Nordeste. ?As regiões Sudeste e Centro-Oeste já conseguiram controlar a epidemia e há uma tendência de decréscimo?.
De acordo com Alexandre, serão desenvolvidas três ações: distribuição de preservativos, nas escolas, para jovens e adolescentes com idade mínima de 14 anos; oferecimento ainda neste ano de preservativos com custo reduzido – R$ 0,20 para a população de baixa renda – e aumento do número de camisinhas distribuído pelos serviços públicos de saúde o organizações não-governamentais.
?Estamos iniciando um projeto piloto nas escolas de Curitiba, São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Rio Branco e Xapuri (AC)?, informou Alexandre, lembrando que 85% dos casos de Aids são transmitidos através da relação sexual. O Ministério pretende ainda construir uma fábrica de camisinhas no Acre para ampliar a distribuição pública em até 33%. ?Ela possibilitará a produção de 100 milhões de preservativos e estará funcionando a partir de 2005?, explica.
Cerca de 600 mil pessoas em todo o país estão infectadas pelo HIV. Deste total, cerca de 350 mil não sabem que são portadoras do vírus. ?O nosso objetivo é realizar o teste em 4,50 milhões de pessoas por ano?, afirmou Alexandre. Ele disse que, atualmente, apenas 1,8 mil pessoas fazem o exame anualmente. Quando o diagnóstico é feito precocemente, a possibilidade de sobrevida do portador é maior e com qualidade. ?Hoje, as terapias e os medicamentos disponíveis possibilitam que a Aids seja tratada como uma doença crônica?, afirma Alexandre.

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