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Melhoria da rede pública de saúde poderia ajudar a evitar câncer de próstata

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O tipo de câncer mais frequente entre os homens, em todas as regiões do país, é o de próstata.  Isso é o que mostra a estimativa de 2008, válida para 2009, do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, a grande incidência da doença poderia ser evitada se houvesse uma rede pública estruturada e voltada à prevenção.
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“O Ministério da Saúde não está cumprindo a sua obrigação. A saúde pública está sucateada. Faltam profissionais, equipamentos e estrutura nos hospitais. As pessoas estão cada vez mais doentes. O grande beneficiado com o Sistema Único de Saúde (SUS) é o sistema privado, que hoje faz grande parte dos procedimentos especializados e esse não é um problema exclusivo do pacientes que tem câncer de próstata”, destaca Junior.
O número de casos novos de câncer de próstata estimados pelo Instituto Nacional do Câncer para o Brasil em 2008 é de 49.530. Em 2006, mais de 11 mil homens morreram vítimas de câncer da doença no país.
De acordo com o Inca, o câncer de próstata é considerado uma doença de terceira idade, uma vez que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Grande parte da população nessa faixa etária depende exclusivamente do SUS.
Segundo Junior com o desmonte da rede pública, a rede privada foi financiada pelo SUS para assumir os procedimentos especializados, em vez de estruturar o grande número de hospitais no país. Outro problema frequente é o desinteresse da classe médica em realizar os procedimentos cirúrgicos pelo SUS, em função da baixa remuneração.
“Hoje 60% dos procedimentos são realizados no setor privado e existe uma grande fila de espera para a realização de cirurgias. Não há recursos públicos suficientes para atender toda a demanda, que no setor privado fica muito caro”, afirma o presidente da CNS.
A assessoria de comunicação do Ministério da Saúde informou que, de acordo com o secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, boa parte da demanda reprimida ou na fila de espera por cirurgias pode ser resolvida por meio dos projetos de cirurgias eletivas.
Disse também que a curto prazo serão realizadas 3,5 mil cirurgias e que a Sociedade Brasileira de Urologia poderia ajudar os gestores a identificar a demanda e construir os projetos.

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