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Médicos paulistas vão suspender atendimento a planos de saúde

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Cerca de 800 médicos, em assembléia realizada ontem, no Centro de Convenções Rebouças, formalizaram a entrada oficial dos profissionais de Medicina da cidade de São Paulo no movimento nacional pela implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que já alcança 15 Estados, com suspensão da prestação de serviço a planos de saúde em diversos níveis. Os médicos aprovaram, por unanimidade, a proposta de entrar em estado de assembléia permanente e o estabelecimento da data limite de 15 de julho para as empresas responderem à reivindicação. Também marcaram nova assembléia para 20 de julho, para analisar eventuais respostas e de deflagrar a suspensão da prestação de serviços em toda a Capital a intermediadoras de saúde que não se manifestarem.
A assembléia decidiu ainda que os médicos da cidade de São Paulo farão uma manifestação no vão livre do Masp, no próximo dia 15, às 11h, para esclarecer os cidadãos quanto à importância da implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos na saúde suplementar.
A luta do movimento médico pela CBHPM tem duas vertentes. De um lado, busca-se a valorização do trabalho do profissional de Medicina, que há cerca de dez anos não recebe quaisquer reajustes dos planos de saúde. Em contrapartida, apenas nos últimos sete anos, as empresas penalizaram os usuários com 248% de aumento, isso sem contar a recente majoração de 11,75% autorizada pela ANS. O Índice do Custo de Vida (IVC), no mesmo período, foi de 72,63%, segundo o DIEESE.
Vale registrar que, hoje, há planos que pagam o irrisório valor de R$ 8 por consulta. Num caso como esse, abatidos os tributos e despesas de manutenção de consultório, o médico por pouco não trabalha no vermelho. A média paga pelas empresas está entre R$ 20 e R$ 25.
A outra vertente da luta pela CBHPM é a melhoria da qualidade da assistência ao usuário. Atualmente, certas empresas trabalham com listas referenciais defasadas em quase uma década, o que priva os pacientes de inúmeros avanços científicos. A Classificação Brasileira Hierarquizada amplia em mais de mil novos procedimentos o leque de cobertura.
Os médicos, aliás, estão alertando a sociedade sobre essa questão e também sobre as pressões que sofrem para reduzir pedidos de exames, internações e outros procedimentos importantes para salvaguardar a saúde dos pacientes.
Estiveram presentes à assembléia lideranças médicas do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Associação Paulista de Medicina, Sindicato dos Médicos de São Paulo, Federação dos Médicos de São Paulo, Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira, Federação Nacional dos Médicos/Confederação Médica Brasileira, do conjunto das Sociedades de Especialidades, além de parlamentares médicos da Assembléia Legislativa e da Câmara Federal.

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