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Médicos e planos de saúde não chegam a acordo sobre preços de serviços

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A briga entre médicos e planos de saúde continua com mais de 90% de suspensão do atendimento. Na Bahia, a adesão ao movimento foi de 98%. Em Sergipe, os atendimentos também foram suspensos. Segundo Antônio Gonçalves Pinheiro, do Conselho Federal de Medicina, os Estados do Nordeste e o Rio de Janeiro são os de maior mobilização. No Maranhão, no dia 9, 100% dos médicos não atenderam pelos planos de saúde. Hoje, no Brasil, os planos de saúde atendem 38 milhões de pessoas, informa a Agência Brasil.
Uma comissão formada por representantes da Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e Confederação Médica Brasileira (CMB) ainda busca um acordo com as operadoras dos planos de saúde para implantar uma nova tabela de honorários médicos.
As empresas que administram os planos de saúde são criticadas pelos médicos, principalmente por causa das mensalidades, que subiram, em média, 180% nos últimos nove anos. Nesse período, segundo a AMB, as empresas não reajustaram os valores pagos aos médicos e hospitais.
No Maranhão, os médicos começam a ganhar a queda de braço com os planos de saúde. Lá, a Unimed concordou em acatar a nova tabela de honorários proposta pela Associação Médica Brasileira (AMB). A briga pelo reajuste da tabela está fazendo com que médicos em todo o país deixem de atender pacientes pelos planos de saúde.
A AMB explica que cada Estado está cuidando dessa questão de forma diferente. No Acre, as operadoras já aceitam a nova tabela e o mesmo acontece com três planos de saúde no Pará. No caso do Ceará e Pernambuco, uma assembléia deve acontecer em abril. Em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, o acordo está sendo discutido.
O aumento da nova tabela deve ser de aproximadamente 40% em relação à última atualização, feita em 1996. Os médicos dizem, no entanto, que como cada Estado tem uma realidade econômica diferente, eles podem negociar pela metade, em 20%, dependendo do caso. A categoria defende a nova tabela, garantindo que ela vai incluir novos exames e procedimentos, inclusive a acupuntura.
Pesquisa feita, em 2002, pela AMB e o Conselho Federal de Medicina (CFM) mostrou que 93% dos médicos estavam insatisfeitos com a interferência dos planos de saúde. Segundo a pesquisa, os médicos reclamaram que na hora da decisão clínica, as limitações impostas pelos planos eram prejudiciais à saúde do paciente.
Os médicos lembram que não estão deixando de atender pacientes em caso de urgências e emergências. Acrescentam que as consultas que forem cobradas, poderão ser reembolsadas depois pelos planos de saúde, a pedido do consumidor.

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