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A medicina personalizada através da integração das informações do paciente

É inquestionável os benefícios que a tecnologia traz para a saúde, seja no desenvolvimento de novos equipamentos, precisão nos tratamentos, melhores medicamentos e na comunicação com os médicos envolvidos.

Para os médicos e profissionais de saúde, o acompanhamento requer bastante cautela e cuidado para analisar os dados dos exames e entender as queixas dos pacientes. Para os pacientes, é necessário disciplina para seguir as recomendações durante o tratamento e reportar a rotina aos profissionais envolvidos.

Durante o tratamento, a interação médico-paciente pode gerar dezenas de dados, desde consultas até testes laboratoriais, exames, imagens e relatórios de procedimentos que precisam ser analisados. As informações e as atualizações sobre o tratamento quando passadas de forma tradicional pelo paciente podem não ser tão exatas, pois é difícil lembrar de tudo o que aconteceu no período de tratamento.

Hoje em dia já existem diversas ferramentas para coletar, manter, compartilhar e analisar os dados fornecidos pelos pacientes, com possibilidade de monitoramento em tempo real e a criação de um histórico da rotina do paciente, como por exemplo: aplicativos móveis que acompanham a evolução do paciente mesmo não estando em ambiente hospitalar.

Essa troca de informações possibilita um diálogo mais claro entre o paciente, familiares e os profissionais da saúde. É possível também acompanhar cada etapa do tratamento, dessa forma os profissionais de saúde ganham com melhores taxas de resposta e possibilita o atendimento de uma forma mais personalizada.

Tratamento personalizado

Há 5 anos atrás, no Estados Unidos, a paciente Evellyn Bolt, passou por um tratamento médico complexo, que exigia que ela fosse a ortopedista, gastroenterologista, nefrologista, dermatologista e hepatologista, porém, a dificuldade dela em administrar sua ida a cada um desses especialistas fez com que ela optasse por utilizar um aplicativo, onde ela compartilhava toda a sua rotina e resultados com os seus médicos.

Um outro paciente, também nos Estados Unidos, foi monitorado através de um tracker (pulseira sem fio). Com o uso desse artefato foi possível medir a distância percorrida e a quantidade de passos do paciente por dia, e notou-se que a distância percorrida aumentou bastante após a intervenção do médico.  Dessa forma percebeu-se que o paciente reagiu bem à intervenção descartando-se, assim, a cirurgia.

Desta forma, os médicos têm sido capazes de avaliar o resultado da intervenção, esclarecer pontos de decisão, entender efeitos colaterais e ajustar as dosagens dos medicamentos.

Sem esses dados fornecidos pelo rastreador, a decisão sobre as avaliações seria subjetiva. Ao utilizar dispositivos (wearable devices) para colher os dados e trabalharem em prol do tratamento, tal decisão torna-se mais precisa.

Um outro tipo de uso, nessa mesma abordagem, pode ser aplicado a pacientes diabéticos, por exemplo. O paciente pode ter as medições de insulina e glicose no sistema, e poderá  alertar os médicos caso haja alguma alteração significativa.

Como vemos nesses casos, o paciente é cada vez mais atuante no cuidado da sua saúde e as informações oferecidas pelo próprio são de grande valor.

       

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