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Medicina e redes sociais

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Estamos assistindo a uma adesão acelerada do público em geral às diversas redes sociais nos últimos meses. Redes Sociais são sites de relacionamento baseados na Internet, mas que aos poucos começam a convergir para outros hardwares como celulares e TV digital. Nenhuma das redes sociais é completa e auto-suficiente. Todas possuem uma vocação e funcionalidades específicas para seu público-alvo. O usuário deverá estar familiarizado com suas principais categorias e seus atores para que possa definir uma atuação aplicada a carreira, negócios e política. Na verdade, as redes sociais oferecem o ferramental perfeito para um mundo cada vez mais integrado e globalizado. O verdadeiro nome do jogo é gestão de populações.

Esse é um jogo fascinante para um novo estilo de liderança: CNO – Chief Networking Officer, pensador estratégico que monta uma equipe de gestores de redes de relacionamento objetivando construir uma relação profícua, efetiva e de ganhos mútuos com todos os stakeholders que gravitam ao redor do seu negócio. As redes sociais facilitam tremendamente o fluxo de comunicação e na qualidade do relacionamento entre as partes visto que podem ser acessadas de qualquer computador e/ou handset  a qualquer tempo em qualquer lugar.

E como isso tudo está relacionado à Medicina? Totalmente é a resposta. A começar pelo perfil do profissional da área de saúde.  O médico, em geral, é um profissional analítico e inquisitivo, que reúne informações de diversas fontes. Ele possui uma visão holística e sistêmica. Ele entende a interdependência entre todos os órgãos que compõe o ser vivo. Sua capacidade de processamento dos dados conduz ao diagnóstico e à ação efetiva de solução do problema. Por vezes, essa tomada de decisão é pressionada pelo tempo.  O médico está sempre fazendo escolhas e tomando decisões caso a caso. Assim, como monitora a saúde de seus clientes constantemente.

Do ponto de vista populacional, os médicos sempre procuraram montar uma rede que compartilhava o conhecimento baseado em suas experiências com as mais diversas doenças. Tendo universidades, centros de pesquisa e medicina especializados como pontos de conexão, a medicina sempre operou em forma de rede para tentar solucionar os males que afligem a humanidade.

Quando pensamos em gestão de hospitais e/ou planos de saúde, veremos que muitos stakeholders estão envolvidos no processo, a começar pelo próprio Governo Federal que tem um papel muito importante em regulamentação e no controle da saúde, seja pública, seja privada. Portanto, o raciocínio sistêmico em forma de redes é natural e inerente aos profissionais da área de saúde. Tanto humana quanto animal.
Falo por experiência própria, pois sou formado em Medicina Veterinária e levei apenas alguns segundos para entender a importância das redes sociais como ferramenta de gestão de populações. Não é a toa que os números são impressionantes com o Facebook já superando a marca de 300 milhões de membros. Se Facebook fosse um país, ele seria o 3º mais populoso do mundo atrás apenas da China e da Índia. Veremos quanto tempo ele levará para ultrapassar esses dois “competidores”. E isso que o Facebook tem menos de 10 anos de existência!
Vale lembrar que o estilo de liderança do CNO – Chief Networking Officer precede o próprio uso estratégico e inteligente das redes sociais. Afinal de contas, os sites não fazem milagres. Para que se obtenha um bom resultado recomenda-se que o usuário ofereça uma proposta de valor única e diferenciada.

O conteúdo publicado na Internet tende a permanecer e se acumular na mesma. Assim, todo input adicional ajudar a aumentar a visibilidade do usuário, seus produtos, seus serviços e suas marcas tremendamente perante as ferramentas de procura. Tudo isso sem a necessidade de se pagar por links patrocinados. Existem ainda técnicas de associação de palavras que contribuem para o aumento da atratividade dos serviços oferecidos.

Minha experiência pessoal com determinados grupos de profissionais que ainda não está atuando fortemente em redes sociais, como o caso dos profissionais da área de saúde, demonstra que há um grande potencial a ser explorado justamente pela baixa concorrência existente nesse momento. Portanto, a hora é essa. O mercado está amadurecendo e as pessoas estão entendendo cada vez mais do valor de se combinar ações do mundo real com ações no mundo virtual.

Deixo aqui o convite-desafio para fazer uma experiência com redes sociais objetivando adquirir o saudável hábito de usar esse ferramental na gestão de sua carreira e de seu negócio no ramo de saúde. Para os mais ambiciosos, ouso afirmar que é possível até mesmo planejar o processo sustentado e estruturado de internacionalização de empresas de saúde através de modelos de aceleração de negócios baseado em redes sociais. 

*Octavio Pitaluga Neto é CNO – Chief Networking Officer

As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação.

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