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Medicina diagnóstica: integrar PACS e RIS é crucial para digitalização

A digitalização está transformando o setor da Saúde: a possibilidade de coletar, integrar e analisar dados de pacientes podem trazer insights importantes, seja na identificação de tendências, na otimização de recursos ou na melhoria de fluxos de trabalho. Na medicina diagnóstica, apenas contar com um equipamento de raio-X digital, por exemplo, já gera uma redução de até 80% na incidência de radiação nos pacientes examinados. Quando se vai além, com adoção de soluções como o RIS (Radiology Information System ou Sistema de Informação Radiológica) e o PACS (Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens com dados alocados em servidores virtuais), relatórios e imagens eletrônicas são transmitidos automaticamente, eliminando a necessidade de arquivar, recuperar ou transportar filmes manualmente, assegurando mais rapidez e segurança aos processos.

Há, ainda, ferramentas que controlam as filas de trabalho de forma eletrônica, já que equipes sobrecarregadas resultam em erros de diagnóstico, enquanto equipes ociosas geram prejuízo financeiro. Mas para que as tecnologias ajudem, de fato, a assistência e não haja perda de qualidade, é preciso contar com um processo cuidadoso na adoção de tecnologias, com profissionais qualificados, rigoroso gerenciamento de custos e soluções adequadas.

Apesar de a maioria dos centros de diagnóstico já usar algum tipo de sistema informatizado para controlar o funcionamento dos setores de atendimento, faturamento e estoque, alguns ainda contam com soluções de baixa qualidade, o que gera falhas e retrabalho. O que acontece é que não adianta ter um sistema que faça etiquetagem para tubos nos quais são recolhidas as amostras se a digitação e a emissão de laudos ainda são feitas de forma manual. A melhoria de performance envolve um completo redesenho dos processos internos. Veja, a seguir, os principais cuidados:

  • Integrar os sistemas PACS e RIS

A integração entre PACS e RIS garante mais produtividade, interoperabilidade entre os dispositivos médicos e menor suscetibilidade a erros. Isso porque, com a integração, o médico que já trabalha com mais de um monitor e pode acessar o cadastro do paciente em uma tela enquanto verifica as imagens do exame em outra. Além disso, a integração auxilia, entre outros pontos, na eliminação dos filmes radiográficos; redução de custos e erros médicos; aumento da quantidade de laudos elaborados por dia; redução da espera pelo diagnóstico; e a possibilidade da utilização da telemedicina.

  • Contar com indicadores de performance

No Brasil, a cultura de indicadores ainda é recente. São poucos os laboratórios que contam com um sistema de Business Intelligence (BI) para a geração de referenciais que possam ser trabalhados e cruzados eletronicamente para transformar dados brutos em informações estratégicas. É importante que o sistema ofereça dashboard com visualização completa das atividades de cada colaborador, nivelamento de distribuição de tarefas, desempenho econômico da empresa (por meio de índices de procedimentos glosados, por exemplo), taxa de ocupação de equipamentos. Esses dados são trabalhados pelo próprio sistema, mostrando, ao final, os possíveis gaps de performance nos processos.

  • Usar ferramentas eficientes

Dois aspectos não podem faltar nos sistemas de gestão de TI para medicina diagnóstica: homologação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e suporte técnico especializado. É essencial se atentar a isso, pois há softwares diagnósticos gratuitos que, muitas vezes, não possuem nenhuma das duas exigências. O sistema deve garantir integração com sistemas legados e uma estrutura de segurança da informação bem definida, além de suporte completo, alta performance, escalabilidade e personalização.

  • Adquirir uma política de segurança da informação

As falhas humanas são a principal porta de entrada dos hackers. O uso de pendrives, o abandono da estação de trabalho sem efetuar logout no sistema, o acesso a sites não confiáveis e a realização de downloads suspeitos dão mais chances para os criminosos. A recomendação é que a empresa, seja um pequeno centro de medicina diagnóstica ou um hospital de grande porte, opte por sistemas de gestão (RIS) ou sistemas de gerenciamento de imagens (PACS) dotados de disparos de backups automáticos, periódicos e previamente programados. Outra medida é adotar a criptografia, que transforma relatórios médicos, laudos, anamneses e diversas planilhas em códigos indecifráveis, principalmente para proteger informações que circulam por e-mail ou que estão armazenados em outros dispositivos.

É fundamental, portanto, contar com sistemas de gestão de saúde robustos, que ofereçam suporte completo, alta performance, escalabilidade e personalização para elevar o desempenho da instituição.

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