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Medicina defensiva é vista por médicos como forma de proteção

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Estudos indicam que a maioria dos médicos costumam exercer em alguma medida a chamada medicina defensiva. O termo refere-se às solicitações de exames e procedimentos, muitas vezes, desnecessários por parte dos médicos com o intuito de se resguardarem, evitando possíveis responsabilizações e/ou processos por algum erro.

Essa lógica é bastante perversa ao pensarmos na oneração do setor, uma vez que os modelos que prometem maior sustentabilidade fogem dessa prática clínica baseada em quanto mais exames, medicamentos, testes, melhor.

A Harvard Medical School está estudando essa relação entre negligência e mais solicitações de exames. Para o professor de políticas de saúde da Harvard Medical School, Anupam B. Jena, a medicina defensiva não previne más práticas clínicas, mas pode representar algum tipo de proteção.

Um estudo coordenado por Jena e seu time, publicado no British Medical Journal (BMJ) em novembro, analisou as admissões entre 2000 e 2009 no Florida Hospital e o histórico de más práticas e a relação com os custos hospitalares.

Os resultados demonstraram que os médicos que passaram mais solicitações, ou seja, que representaram maiores gastos para a instituição foram menos autuados. Entre os internistas, os que gastaram menos (cerca de US $ 19.000 por internação) houve um risco de 1,5% de serem processados em comparação com um risco de 0,3% para aqueles com gastos mais altos (média de $ 39.000 por internação).

De acordo com o professor de Harvard, investir mais tempo no relacionamento com o paciente ao invés de se preocupar em pedir mais testes, pode ajudar nessa desejada “proteção”.

       
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