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Medicina de viajantes ganha sociedade latino-americana

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Cinco conferências de especialistas de quatro países marcam o lançamento, em São Paulo, da Sociedade Latino-Americana de Medicina do Viajante, entidade criada com apoio dos laboratórios Aventis Pasteur e GlaxoSmithKline. A entidade pretende definir diretrizes, estimular pesquisa, capacitar profissionais, propiciar intercâmbio de informações médicas e ser um elo de ligação entre centros de pesquisa existentes no mundo, inclusive em alguns países do Cone Sul. A sociedade foi anunciada durante o 2° Congresso de Infectologia do Cone Sul, promovido pela Associação Panamericana de Infectologia, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. Dia 08 de dezembro, especialistas brasileiros e estrangeiros participam do lançamento da entidade no Rio de Janeiro, no Centro Empresarial Rio.
Malária, febre amarela, meningite meningogócita A + C, febre tifóide, raiva, hepatite A e B, gripe estão entre as doenças de viajantes. Embora já exista há muito tempo em alguns países, como Austrália, França, Inglaterra e Estados Unidos, a Medicina de Viagem é uma área relativamente nova no Brasil. A entidade pioneira no País foi Cives – Centro de Informação em Saúde para Viajantes, criado em 1997 por professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em maio de 2000, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas fundou o Núcleo de Medicina do Viajante. Em 2001, surgiu o Ambulatório do Viajante no Hospital das Clínicas de São Paulo.
A Sociedade Latino-Americana de Medicina do Viajante (SLAMVI) será presidida pelo infectologista argentino Mario Masana Wilson, membro da Sociedade Internacional de Medicina de Viajantes e ex-diretor do Setor de Saúde de Fronteiras e Terminais de Transporte do Ministério da Saúde da Argentina. No Brasil, a sociedade será representada por dois médicos: Jessé Alves, do Núcleo de Medicina do Viajante do Instituto Emílio Ribas (São Paulo) e Marise Oliveira Fonseca, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A Medicina de Viagem surgiu em países desenvolvidos como um ramo da Medicina Tropical. Ao longo dos anos, este segmento gerou centros de pesquisas e serviços especializados em vários países do mundo. As doenças cardiovasculares são as que mais atingem os viajantes, seguidas das doenças infecciosas e tropicais. Segundo a Enciclopédia Médica Cirúrgica, as diarréias representam 50 a 68% dos problemas de saúde deste grupo, seguido das infecções respiratórias (14 a 31%) e de febre (12 a 15%).
A Medicina do Viajante é sobretudo preventiva. Antes da partida, o médico avalia as condições físicas do paciente, estabelece um programa de vacinação e informa as precauções a serem tomadas. O trabalho se desenvolve a partir de variáveis como local da visita, tempo de permanência, época do ano, meio de transporte, hábitos locais, tipo de turismo desenvolvido (de lazer, negócios, ecoturismo), características do viajante (origem, idade, doenças pré-existentes). O outro lado deste tipo de medicina é o diagnóstico e o tratamento da doença de retorno.

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