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Mec enviará nova MP para reajustar salário de médicos residentes

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Uma manobra do Senado Federal na noite de quarta-feira, (01) derrubou duas medidas provisórias (MPs) referentes ao funcionamento dos hospitais universitários que tinham sido enviadas pelo governo federal no fim do ano passado.
De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o governo irá reenviar as propostas para o Congresso Nacional, com algumas alterações para permitir a tramitação.
No caso da MP 521/2010, que reajustava o valor da bolsa paga aos médicos-residentes, Haddad afirmou que ela será reeditada com a correção do valor pela inflação acumulada no período.
Segundo o ministro, essa sugestão foi bem recebida pela ministra do Planejamento [Miriam Belchior] e pela Casa Civil, mas seria submetida à presidenta [Dilma Rousseff. O ministro estima que a MP deve ser reenviada ao Congresso Nacional entre uma e duas semanas.
Sobre a MP 520/2010, que iria criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o MEC enviará o texto final, que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputado, no formato de projeto de lei, em regime de urgência.
A criação dessa empresa é uma tentativa de regularizar a situação dos hospitais universitários, cujas contas estão sendo questionadas pelos órgãos de fiscalização e controle.
Atualmente, boa parte dos funcionários dos hospitais é contratada por meio de fundações de apoio ou por outras modalidades de terceirização, consideradas ilegais. Essa função seria assumida pela Ebserh, que será administrada pelo MEC.
Entretanto, desde que a MP foi enviada ao Congresso encontrou resistência entre os sindicatos da categoria, que temem uma “terceirização” dos serviços hoje prestados pelos hospitais universitários. O projeto de lei que será reenviado pelo ministério terá que passar novamente pela Câmara para seguir ao Senado.

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