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Maturidade em Projetos na Saúde

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A falta de maturidade em projetos constitui um improviso demasiadamente explorado pela falta de conhecimento em decisões ligadas ao negócio e ao pensamento estratégico, caracterizado pela perda de esforço para “reinventar a roda” com repetição dos mesmos erros a todo o momento (relapso) e sem a previsibilidade do resultado do projeto. O projeto deve prover resultado originado de esforços, pois esforços sem resultado é perda.

Cada vez mais os projetos exercem grande importância para as organizações e quanto mais alinhados estiverem a estratégia da organização, certamente mais vantagens obterão quando comparadas com a concorrência.

Com o advento de projetos busca-se alavancar e consolidar os diferenciais competitivos, tendo como objetivo a inovação e o aprimoramento contínuo para garantir e ampliar a fatia de mercado.

Os projetos nascem de uma necessidade (melhoria) ou perspectiva de crescimento (inovação) onde os maiores agentes são processos, sistemas e pessoas que interferem drasticamente no comportamento organizacional através da condução de mudanças e refletem na cultura organizacional. É necessário conceber um estudo de viabilidade técnica e econômica em função da proposta do projeto para passar pelos crivos de avaliação: financeiro, operações (processos) e mercadológico, o qual apresentará aspectos favoráveis e desfavoráveis em relação à adoção da proposta do projeto, bem como apresentará as contingências necessárias para mitigar os riscos e direcionar a condução dos esforços para o projeto.

É vital que a organização tenha maturo o pensamento estratégico da análise de cenário em relação aos pontos fortes e fracos, bem como as ameaças e oportunidades para definir qual das propostas de projetos diante da pluralidade de idéias agrega mais valor ao negócio, otimizando os recursos e potencializado os resultados sabendo onde competir.

O fator gerador de qualquer organização no segmento da saúde é o paciente, o qual desencadeia várias ações pertinentes ao procedimento na cadeia de relacionamento e valor existente para prestar o serviço e custa. Desta forma, a proposta do projeto deve analisar criticamente a probabilidade de riscos e qual o impacto que causará caso aconteça para definir a adoção de uma conduta alopática ou homeopática na implantação de forma a suavizar ou isolar os efeitos para o paciente em relação à mudança, ou seja, minimizar os problemas e potencializar os benefícios e que a percepção de valor em relação à expectativa seja alta, percebendo a qualidade como rica.

A maturidade de projetos está na proficiência da condução de mudanças e as organizações diferem drasticamente em seus níveis de maturidade, sendo que as mais maduras gastam menos e tem um resultado mais previsível onde está associado à melhor performance que implica no entendimento e na perspectiva de sucesso como forma de corrigir e prevenir problemas. Diante deste contexto, a maturidade em projetos na saúde promove mudanças para:

Substituir um sistema integrado de gestão;

Padronizar materiais (OPME) e melhoria no processo de aquisição;

Melhorar os processos organizacionais para otimização de custos;

Adequação a novas regulamentações;

Padronizar comitês e protocolos clínicos;

Aumentar o capital intelectual com a gestão de conhecimento;

Construir ou ampliar da capacidade operacional;

Incorporar uma inovação tecnológica;

Implantar o processo de acreditação;

entre outros.

A concepção e planejamento do projeto de qualquer item citado exigem um número de atividades elevadas e recursos financeiros gerando alguns caminhos críticos onde se faz presente à maturidade organizacional. Todo o processo de rollout deve ser analisado em função a tomada de recurso, implementação, processo de mudança e capacitação. Imagine um paciente com uma enfermidade que se dirige a um pronto atendimento e no momento de passar a carteirinha na máquina apresenta uma recusa. Uma autorização eletrônica é um processo grande e muitas vezes complexo, mas com o advento da tecnologia faz parecer simples, o que justamente é a proposta, mas é necessário muitas verificações para que naqueles segundos tenha uma autorização e o paciente não tenha mais um desconforto além do seu estado físico, pois basta apenas a não definição ou mudança de uma regra de negócio para que ocorra um recusa (negativa).

Nesta situação estão contidas inúmeras analises com diversos relacionamentos entre operadora, prestador e autorizador, bem como analise contratual do prestador VS plano do paciente em relação ao procedimento a ser realizado. Qualquer proposição de mudança deve ser bem analisada para não gerar descontentamento e prover diferencial nos objetivos estratégico de desempenho agilidade e confiabilidade.

Para contemplar estes objetivos são necessárias varias ações institucionais em diferentes áreas funcionais que devem estar integradas com diferentes níveis de intersecção para promover a melhoria. Diante desta necessidade as organizações esbarram nas competências essenciais para condução dos projetos, assim devem investir em técnicas e ferramentas de gerenciamento de projetos.

Um projeto deve contemplar mudanças em procedimentos, estratégia, comportamento e postura gerencial em busca de maiores lucros, resultado da eficácia operacional para a organização e estabelecer uma unidade de direção com o objetivo de canalizar esforços para a mesma finalidade, bem como definir uma expectativa de performance para os recursos do projeto.

Para o efetivo aumento da maturidade devem-se prover iniciativas para que os envolvidos com projetos adquiram as competências necessárias para desempenhar suas atividades com definição de expectativa de performance baseado num monitoramento e controle adequado com métricas honestas que promovam a excelência e agregue valor aos processos organizacionais ampliando os objetivos estratégicos de desempenho de custo, qualidade, flexibilidade, agilidade e confiabilidade e beneficiando a cultura organizacional elevando sua maturidade para responder ativamente as mudanças e tendências do mercado.

*Emerson Navajas é diretor da Stonia Consultoria

As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação.

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