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Maringá renova sistema de saúde pública

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O Hospital Universitário de Maringá (PR) acaba de inaugurar uma nova ala que inclui pronto-socorro, posto de enfermagem, consultórios, sala de raio X e outras instalações necessárias ao atendimento de emergências. Com capacidade para atender 200 pessoas por dia, uma UTI com quatro novos leitos (totalizando oito), uma UTI pediátrica com 6 leitos e a contratação de 180 funcionários, o hospital passa a funcionar 24 horas e torna-se referência em urgência, emergência e traumatologia na região. Para a ampliação, o hospital recebeu recursos municipais – cinco ortopedistas, um auxiliar de enfermagem e uma ambulância que foi transformada em UTI móvel. A manutenção é feita via SUS, o prédio foi financiado pelo REFORSUS (Reforço à Reorganização do Sistema Único de Saúde) e o investimento em recursos humanos ficou a cargo do governo estadual do Paraná.
O hospital já está pronto há cerca de dois anos. Só faltava a contratação de pessoal. Agora, a inauguração da nova ala do Hospital Universitário de Maringá abriu caminho para a prefeitura por em prática o Projeto Saúde Maringá, que consiste na remodelação do serviço de pronto-atendimento do município. “Na cidade havia dois postos (Zona Sul e Zona Norte) com estrutura inadequada ao pronto-atendimento, mas que funcionavam como referência. O esforço conjunto do município, Estado e universidade para abrir o HU 24 horas fez com que este se tornasse a nova referência em emergências, possibilitando o remanejamento da função dos postos, que serão transformados em policlínicas”, explica Regina Dalla Torre, diretora de promoção e assistência à saúde da prefeitura de Maringá.
Outra iniciativa do projeto de reestruturação da saúde pública do município foi a ampliação da ala de pronto-atendimento do Hospital Municipal, que passou de 15 para 20 leitos. Além disso está prevista para cinco de outubro a inauguração da Urgência Psquiátrica, com 10 leitos para internação de curta duração. “Foi constatado que 90% dos pacientes psiquiátricos em surto que precisam ser internados recebem alta antes de 10 dias”, comenta Torre. Segundo a diretora, o município já havia iniciado um programa na área psiquiátrica para atendimento de dependentes químicos.
A Secretaria de Saúde também está reorganizando o PSF – Programa de Saúde da Família, que terá um aumento de 57 para 62 equipes. “Cada equipe cobre 4,5 mil pessoas, e vamos reforçar a atuação nas áreas de maior risco do município”, explica Torre.
A reforma dos postos de saúde e construção das policlínas está orçada em R$ 700 mil. A ampliação do pronto-atendimento no Hospital Municipal requer investimento de R$ 200 mil, e o PSF prevê um custo de R$ 11 mil por cada nova equipe, valor referente apenas a recursos humanos.
A diretora de promoção e assistência à saúde conta que com as mudanças, houve transtornos na distribuição da demanda na primeira semana de funcionamento do Hospital Universitário. Os pacientes ainda se dirigiam aos postos para o pronto-atendimento, mas ela acredita que o problema se resolverá em breve.

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