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Mantega defende a criação de novo tributo para saúde, mas Lula não apóia

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Com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo começa a estudar meios de compensar a perda de recursos, sobretudo para a saúde.
Neste final de semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu a criação de um novo tributo permanente com arrecadação destinada exclusivamente à saúde. Mantega declarou que o imposto só será criado no próximo ano e que deverá ser sobre movimentação financeira para evitar a sonegação. O ministro disse ainda que a alíquota será menor que o 0,38% da CPMF.
A idéia ainda não conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em seu programa Café com Presidente, afirmou que a equipe econômica terá que convencê-lo sobre a medida. O presidente afirmou que a reprovação da CPMF “não é o fim do mundo” e que o governo terá que repensar com calma o orçamento de 2008. Lula garantiu a continuação do Programa de Aceleração do Crescimento e a manutenção dos programas sociais.
Na próxima quarta-feira, 19, o presidente vai se reunir com os ministros para discutir os impactos do fim da CPMF.

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