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Mãe de Deus gerencia melhor seus recursos

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É cada vez mais comum encontrarmos ações de responsabilidade ambiental executadas por instituições de saúde espalhadas por todo o País. O hospital Mãe de Deus, situado na capital gaúcha, adotou há cerca de três anos soluções que, além de poupar o meio ambiente, geraram grande economia de recursos naturais e um melhor aproveitamento no espaço interno do hospital.

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“Hospitais são instituições muito poluidoras e que geram muitos resíduos. Há três anos enfrentávamos dois grandes problemas: nossa lavanderia e nossas caldeiras”, afirma o superintendente do hospital, Claudio Seferin. Segundo o executivo, com uma demanda de serviço muito alta, a lavanderia despejava diretamente no rio Guaíba toneladas de água sem tratamento.

A solução encontrada pela instituição para sanar o problema foi terceirizar todo o serviço para uma empresa especializada em lavanderia industrial na área de saúde, que tivesse todo o sistema de tratamento de água. “Nosso custo com a lavanderia dobrou, mas resolvemos o problema e o ganho foi imenso, uma vez que deixamos de poluir o rio e aproveitamos o espaço vago para alocar um novo parque de PET-CT, o primeiro da região sul”, conclui Seferim.

O segundo desafio enfrentado pelo hospital foi substituir as caldeiras que emitiam fuligem ácida por toda a vizinhança por um sistema de gás encanado. “Esse problema assolava todos os nossos vizinhos e, por sorte, quando começamos a pensar na substituição das caldeiras havia acabado de se ser instalada toda a tubulação de gás natural na região”, acrescenta Seferin.

Unidade sustentável

De olho no futuro, o Hospital Mãe de Deus está ampliando em 40% suas instalações. As obras contemplam a construção de 140 novos leitos e mais 12 mil m² previstos para 2013.

As novas instalações contarão com recursos que auxiliam na preservação do meio ambiente, bem como na redução do consumo de recursos naturais e aumento da eficiência energética. “O projeto da nova unidade já conta com conceitos ambientais visando à certificação Green Building”, acrescenta Seferin.

De acordo com o superintendente do hospital, as instalações contarão com iluminação natural e também vinda de lâmpadas LED com sensor de movimento, visando a economia de 20% de energia. Além da iluminação, ainda estão previstas a construção de uma estação de tratamento de esgoto e a implantação do conceito de “paredes verdes” – que levam uma determinada vegetação que contém a radiação solar reduzindo o consumo de ar condicionado nas áreas de maior incidência de sol da unidade.

Orçada em R$ 40 milhões, a nova unidade contará também com um sistema de captação de água de chuva que será utilizada na irrigação de jardins e descargas sanitárias. “Com a captação e armazenagem em cisternas da água da chuva pretendemos economizar cerca de 20% no consumo”, completa.

Segundo Seferin, o próximo passo na área de responsabilidade ambiental do Mãe de Deus será exigir de seus fornecedores as mesmas ações adotadas pelo hospital em relação ao meio ambiente. “Estamos conhecendo nossos fornecedores para, futuramente, exigirmos responsabilidade ambiental deles. Pretendemos fazer isso até o final de 2013 com nossos parceiros da indústria de equipamentos médicos e de medicamentos”.

 

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