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Lucro da Merck cai com provisão de cortes de 7 mil

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A Merck & Co. vai eliminar 7,2 mil postos de trabalho, ou 12% de seu quadro de funcionários, num momento em que a empresa, o terceiro maior laboratório farmacêutico dos EUA, enfrenta concorrência das fabricantes de remédios genéricos e a queda das vendas de seus comprimidos Zetia e Vytorin, para o controle do nível de colesterol.
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O lucro líquido da Merck caiu 28%, para US$ 1,09 bilhão, ou US$ 0,51 por ação, devido a provisões associadas à demissão de funcionários, disse ontem a companhia, sediada no Estado norte-americano de Nova Jersey, em comunicado. Os lucros, excetuando-se as despesas ou receitas extraordinárias, superaram em US$ 0,01 a média das estimativas de 12 analistas consultados pela Bloomberg. As vendas caíram 2,1%, para US$ 5,94 bilhões.
A comercialização dos comprimidos de regulação do nível de colesterol Vytorin e Zetia vem caindo desde que um estudo divulgado em janeiro detectou que eles não são mais eficazes do que outros remédios vendidos a 20% de seu preço. As vendas da vacina de combate ao câncer do colo do útero Gardasil também caíram com as preocupações referentes ao seu preço, grau de segurança e eficácia. A Merck já fechou 10,4 mil vagas desde 2005 e está desenvolvendo novos medicamentos para se preparar para as expirações de patentes de seus principais produtos.
“O que a empresa realmente precisa fazer, daqui para a frente, é continuar a avançar sua linha de produtos, para poder contornar os efeitos das expirações de patentes”, disse Linda Bannister, analista da Edward Jones & Co., em entrevista antes da divulgação dos resultado. “`O importante é continuar a sustentar o impulso que a empresa tinha.”
A Merck também estreitou a faixa de variação de sua projeção de lucros para o ano como um todo de US$ 3,45 a US$ 3,55 por ação, e de US$ 3,28 a US$ 3,32 por ação no caso de se excluírem algumas rubricas.
A empresa suspendeu sua previsão em julho depois que um estudo correlacionou a ingestão de Vytorin e de Zetia à incidência de câncer. As novas projeções se harmonizam com a média das estimativas de 15 analistas consultados pela Bloomberg, que previram um lucro de US$ 3,30 por ação.
A Merck também reduziu hoje sua previsão de lucros para os anos de 2008, 2009 e 2010, ao dizer que projeta um crescimento “do campo médio a alto da faixa de um só dígito” em vez de sua estimativa inicial de expansão de dois dígitos.

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