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Líderes quilombolas recebem capacitação sobre o SUS no Rio de Janeiro

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Cerca de trinta representantes de diversas comunidades remanescentes de quilombos no estado do Rio de Janeiro participaram dia 17 do encerramento de um seminário promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação Universitária de Brasília. Por dois dias, os líderes comunitários receberam capacitação sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), com informações acerca de sua estrutura e seu funcionamento.
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De acordo com o consultor do ministério Robson Silva, o objetivo é fornecer instrumentos à população para estimular o controle social das políticas públicas.
“É importante eles conhecerem essa estrutura porque a partir do momento que eles identificam a competência de cada esfera de governo, ou seja, dos municípios, estados e do governo federal, tornam-se mais preparados para cobrar a efetivação de seus direitos e acompanhar a execução das ações de saúde em seus municípios”, destacou.
Para Rejane Maria de Oliveira, moradora do quilombo Rasa, em Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, participar do evento foi fundamental para entender o funcionamento do sistema e conhecer alguns direitos das comunidades quilombolas.
“Agora a gente sabe melhor de quem cobrar quando, por exemplo, nossa comunidade não for visitada por equipes do Programa Saúde da Família, que devem ser compostas por um médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, agentes comunitários e também dentistas.”
“Vamos repassar essas e outras informações para os moradores e acompanhar de forma mais efetiva como as verbas repassadas pelo governo federal aos municípios que têm comunidades quilombolas estão sendo aplicadas nessa área”, destacou.
O vice-presidente da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Rio (Acquilerj), Damião Braga, ressaltou a importância do evento, mas destacou que os problemas de saúde relacionados a essa parcela da população são ainda mais graves do que os verificados pelos brasileiros em geral.
Braga cobrou dos governos, especialmente dos gestores municipais, que são responsáveis pela execução dos projetos, maior empenho para atender às demandas das comunidades.
“Se para a maioria da população o acesso aos serviços de saúde já é deficiente, para os remanescentes de quilombos é ainda pior, já que a maior parte das comunidades fica longe dos grandes centros urbanos”, afirmou.
O Ministério da Saúde já realizou seminários semelhantes em outros dois estados, Amapá e Goiás, onde foram capacitadas 120 lideranças comunitárias. Até o fim do ano, o projeto deve ser promovido no Rio Grande do Sul e na Bahia.
Em todo o Brasil, há aproximadamente 1.700 comunidades quilombolas, localizadas em 22 estados e em mais de 300 municípios brasileiros. O estado do Rio de Janeiro reúne cerca de 30 dessas comunidades.
 

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