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Kerry Stratton explica importância da tecnologia na Saúde

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A tecnologia melhora o sistema de saúde e ainda reduz custos. É o que garante o diretor da unidade de saúde da multinacional americana Intersystem, Kerry Stratton, que esteve no Brasil visitando a feira Hospitalar.
Segundo o executivo, a utilização da tecnologia reduz em cerca de 30% o número de medicamentos utilizados e, com informações rápidas e seguras contidas no prontuário eletrônico, por exemplo, a diminuição de custos é garantida, pois acaba sendo menor o tempo de internação do paciente. De nacionalidade australiana, Kerry foi um dos fundadores da TrackHealth e pioneiro na criação do prontuário eletrônico no mundo.
Para o diretor, a preocupação em oferecer o que existe de melhor em termos de atendimento é igual no mundo inteiro. Porém, para ele, a única diferença é o volume de investimento feito nesta área e, mais importante do que isso, como esse montante é gasto. ?Será que o dinheiro está sendo utilizado de forma correta??, questiona.
Em relação aos custos de investimento em tecnologia, Kerry comenta que, em primeiro momento, há o mito de que é extremamente caro. Porém, se analisado, o maior custo dos hospitais está diretamente relacionado a recursos humanos e aos medicamentos. ?A tecnologia seria apenas 5% do budget. Não é uma porcentagem significativa?.
Kerry têm consciência de que é preciso tempo para que os médicos e os hospitais entendam a importância da tecnologia no setor de saúde. ?Trata-se de uma questão cultural e o processo é lento?, explica o diretor, ressaltando de que na Itália os profissionais demoraram cerca de dois a três anos para implantarem tecnologia no dia-a-dia da atividade, e hoje já estão completamente habituados com os novos procedimentos.
Na opinião do executivo, o segredo está na forma com que os grandes líderes, tanto da esfera pública quanto da privada, entendem isso e perpetuam essa informação, afinal, ?as pessoas se espelham apenas em grandes e fortes exemplos?. ?Só se compra a idéia quando se entende os benefícios?, diz. ?As pessoas estão começando a entender a importância disso. Um bom exemplo são as grandes companhias como Siemens e General Motors, que começaram a se verticalizar?.
O foco de atuação da Intersystem em saúde nos Estados Unidos é de 80%. No Brasil, atinge 25%, embora esteja em constante crescimento. A expectativa é atingir 37%. O investimento em saúde no Brasil é de aproximadamente US$ 5 milhões. Nos últimos cinco anos, a empresa teve um crescimento no faturamento global que girou em torno de 30%.
A empresa está fazendo sua parte, cuja mensagem passa através dos parceiros da empresa. Além disso, participa de grandes eventos, reúnem-se regularmente com ministros da saúde do mundo todo e com executivos hospitalares. ?Não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina eles estão sendo bastante receptivos. Aliás, esta é a razão de eu acordar todos os dias porque vejo que meu sonho está se tornando real. Orgulho-me de estar realizando um trabalho maravilhoso ajudando as pessoas a viverem mais?.

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