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“O setor da saúde é o setor da doença”, diz Jimmy Cygler

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Fomos até o prédio da Proxis para conversar com Jimmy Cygler, empreendedor bastante conhecido no meio de startups e respeitado por sua história de superação e construção de negócios sólidos. O sócio e presidente da empresa, conta sobre uma vida rica de ensinamentos, a nova unidade de negócios focada no setor de saúde, ProxisMed e de seus insights a partir de reflexões sobre o setor de saúde.

Formado em administração e marketing pela universidade Universitá Haptuhá em Israel, o empresário veio para o Brasil com “o dinheiro para comer e dormir por 30 dias”, segundo ele próprio, e começou a trabalhar no Brasil na Dynasoft, empresa de Vídeo Game e Software, mesmo sem saber nada sobre tecnologia. Os donos da empresa, na época, confiaram em seu perfil empreendedor para a administração da instituição. Em 1995, Jimmy fundou a Resolve Telemarketing e dez anos depois compra a Proxis, evoluindo o serviço que prestava de Call center para Contact Center até se tornar em Customer Experience.

A Proxis sempre trabalhou com clientes de saúde, mas, no último ano, percebeu a importância. no faturamento da empresa e estabeleceu uma unidade de negócios focada no setor e vem estudando os desafios da área. Para Jimmy, o setor de call center está fadado à morte. “É como um cavalo que você dá um tiro. Ele ainda dá um trote, mas já está morrendo.” compara Jimmy. O consumidor mudou e os canais se multiplicaram, e por isso a Proxis trabalha com Customer Experience desde 2005 para atender essas novas demandas que o Call Center não atende.

Com esse espírito de renovação, Jimmy buscou estudar mais sobre o setor que a empresa mais atendia: o farmacêutico. “Durante nossa atuação na Proxis percebemos que metade do nosso faturamento era no setor farmacêutico e começamos a olhar pra essa área com mais carinho. Percebemos que a saúde era um setor robusto, maior que o universo farmacêutico e que crescia mesmo apesar da recessão”.

Em 2014, decidiu reunir um time de especialistas para estudar o setor da saúde e teve algumas surpresas negativas e percebeu algumas ótimas oportunidades. “O setor de saúde é altamente ineficiente, não só em resolutividade, mas também em custo. É estimado que 50% do montante financeiro brasileiro que circula no mercado é desperdiçado, ou seja, são R$ 275 bilhões jogados fora por ano”.

O empresário também lamenta ao notar que grande parte setor da saúde é voltado, na verdade, para a doença. “Muitos players lucram com a doença do indivíduo e não com a saúde. Nenhum hospital ou laboratório lucra se estamos 100% bem de saúde”.

Em setembro de 2015, ele abriu a ProxisMed com o intuito de lidar com a saúde propriamente dita – e não com a doença. “Estamos como academias, nutricionistas e seguros de saúde. Esses sim que realmente lucram se estamos saudáveis”. Com os conhecimentos de 14 anos de Proxis, a empresa está abrindo portas e criando novos produtos para o setor de saúde.

“A receptividade da empresa tem sido muito boa no mercado”, diz ele. O que comprova a necessidade do setor por algo que alinhe e simplifique etapas que, hoje, levam aos gastos desnecessários nos mínimos processos dos seus empregadores. A ProxisMed já tem, para 2016, faturamento anual de R$ 10 Milhões.

O Gerenciamento de Doentes Crônicos (GDC) e a Gestão da saúde (GDS) são produtos de automatização e previsão. Uma aposta grande da ProxisMed, porque reduzem o tempo de diagnóstico e, logo, reduzem os custos.

O Prediction, um dos produtos, envolve triagem com apoio de ferramentas de Big Data, mapeamento dos fatores de riscos, assim como a análise genética do paciente, por meio de heredograma. Ao cruzar dados encontrados são geradas estatísticas de problemas de saúde prováveis e esse serviço auxilia na redução de custos, além de aumentar e melhorar a expectativa de vida do cliente significativamente.

Conversando um pouco sobre a adesão de pacientes a programas de cuidado, Jimmy diz que estímulos precisam ser gerados para o engajamento. Para ele, a automatização de todos os inputs é um passo que não pode ser pulado. Nessa hora, Jimmy puxa seu celular e mostra no seu smartphone as próprias horas de sono e os dados que mantém sobre sua própria saúde. Tudo isso em um aplicativo.

Prevê também que os grupos de atendimento estão cada vez menores e mais especializados e a medicina está cada vez mais personalizada. “Imagina o que um médico pode fazer com tudo isso aqui”, diz apontando para o celular.

       
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