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Into promove curso sobre cirurgia de quadril

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O Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into) realiza nesta quarta e quinta-feira (dias 1º e 2 de dezembro) o I Curso Avançado de Quadril na sede da entidade, no Rio de Janeiro. O evento contará com a presença do diretor do Departamento de Ortopedia do Hospital Central de Biel/Berna, o suíço Hans Peter Sieber, que vai apresentar uma nova técnica, além de 20 cirurgiões dos principais centros do país como o Hospital das Clínicas de São Paulo, o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e do Hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Visando a atualização profissional, o evento contará com mini-conferências, cirurgias ao vivo transmitidas para o telão no auditório do Instituto, workshops e mesas redondas. Mais de 70 médicos de vários estados brasileiros, como Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro já se inscreveram. Além disso, os participantes vão poder ter acesso à técnica, ainda inédita no Brasil, a Luxação Cirúrgica do Quadril, que consiste em luxar o quadril, ou seja, fazer o deslocamento do mesmo, tornando possível a realização do procedimento sem lesão dos vasos sanguíneos. A técnica permite resolver patologias como pequenas fraturas da cabeça femural, calcificações soltas nas articulações e até a lesão do lábrum, que é o menisco do quadril, sem a colocação de prótese.
Além disso, Hans-Peter Sieber vai mostrar as estatísticas e resultados da utilização das próteses com ligas metais/metais na Europa. Estudos comprovam que elas duram 50 vezes mais que as próteses anteriores feitas de metal e plástico. As primeiras têm uma durabilidade de cerca de 25 anos contra 12 das mais antigas.
Trata-se de um material inovador e recente e apesar de ter sido desenvolvido pelos suíços há 15 anos, somente após muita pesquisa, sua utilização foi autorizada em diversos países. No Into, as próteses são utilizadas desde 1998, logo após a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
No curso, serão apresentadas também defesas de diferentes técnicas. Entre elas, a que será debatida pelo médico Nelson Ono que utiliza enxerto impactado, tela e cimento. O programa será dividido em módulos teóricos e práticos. Hoje serão tratadas cirurgias de colocação de prótese primária, a primeira recebida pelo paciente, e na quinta-feira, serão abordadas técnicas de revisão, ou seja, substituição da primeira prótese.
As cirurgias de revisão são técnicas padronizadas no mundo inteiro e visam o retorno do paciente às atividades normais em um menor tempo possível e com qualidade de vida. Esse tipo de cirurgia é mais complexo, devido à grande perda óssea provocada pela prótese ao longo dos anos. Por esse motivo, requer a implantação de mais enxerto ósseo, o que traz a necessidade da existência de mais bancos de ossos. No Brasil, existem apenas dois bancos como esse, cadastrados e autorizados pelo Sistema Nacional de Transplantes, o do Into e o do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

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