HIS17 É hora de mudar a saúde! Faça como seus colegas, participe do HIS. Quero participar da mudança

Interoperabilidade para atender às demandas da medicina centrada no paciente

O cuidado humanizado é uma das maiores questões da medicina na atualidade, tendo como uma de suas mais fortes vertentes o foco no paciente, seja na saúde pública ou na atenção médica individual. Independentemente de suas diferentes conotações – se deve ser centrada no paciente x doença ou paciente x poder médico – os recursos disponíveis devem estar voltados para a maior integração do paciente ao seu tratamento, possibilitando uma participação efetiva em todas as etapas do processo. Mas se por um lado a evolução da tecnologia médica proporcionou, além da fragmentação mente-corpo, a fragmentação do próprio corpo, tornando a medicina cada vez mais especializada, por outro trouxe também uma verdadeira sopa de letrinhas para a área médica. O que se percebe hoje, no entanto, é que para que se concretize a promessa de aumentar a eficiência operacional, financeira e dos cuidados com o paciente, ERPs, PEPs, RIS e PACS precisam conversar entre si (e se entenderem): é a interoperalidade.

Alinhamento de players é fundamental

O intercâmbio de informações entre as entidades envolvidas é essencial para a inclusão do paciente no processo. Alinhar e integrar diferentes players – sistemas de gestão (ERPs – Enterprise Resource Planning) ao Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), aos Sistemas de Informação em Radiologia (Radiology Information System, RIS) e Sistemas de Comunicação e Arquivamento de Imagens (Picture Archiving and Communication System, PACS) – é fundamental.

É preciso eliminar distâncias digitais que atrasam o processo, como um mesmo hospital ter um PEP com um fornecedor e um PAC com outro que simplesmente nãos se comunicam e fazem com que o médico tenha que sair de um sistema para entrar em outro, copiando manualmente os dados. Para ser eficiente, a troca e interação de dados deve ser possível entre as diferentes entidades, instituições ou qualquer unidade envolvida no tratamento do paciente, gerando informações que possam ser acessadas de forma rápida, segura e atualizada – inclusive pelo próprio paciente.

Protocolos devem ser unificados

Para isso, é preciso que hospitais, clínicas, laboratórios, operadoras e agentes de saúde incorporem protocolos e padrões vendor-neutral para que todos os sistemas conversem automaticamente, sem a necessidade de intervenção humana. Esta é a essência da interoperalidade.

Os protocolos já existem: HL7 (Health Level Seven International, um conjunto de normas internacionais para intercâmbio de dados de saúde por mensagens; CID10 (cadastro de doenças); Loinc (Logical Observation Identifiers Names and Codes), para a padronização de exames; PDF (formato padrão para laudos); Dicom (Digital Imaging and Communications in Medicine) para imagens; e TISS/TUSS, que no Brasil é o padrão de Troca de Informação de Saúde Suplementar (TISS) e a Terminologia Unificada Saúde Suplementar (TUSS), essenciais para o envio de cobranças aos planos de saúde.

Aliança healthcare identifica 6 principais tendências

Dessa forma é possível acompanhar as seis grandes tendências internacionais de interoperacionalidade para a medicina focada no paciente e que visam uma progressão constante e segura. Estas tendências  mostram principalmente a inclusão do paciente e de seus familiares ou responsáveis, no processo de troca de informações eletrônicas, e foram identificadas pela DirectTrust, uma aliança formada por diversas indústrias de healthcare internacionais.

1. Participação na troca eletrônica de informações sobre os procedimentos em saúde 

Pacientes terão acesso a seus prontuários e exames, podendo encaminhá-los diretamente aos demais especialistas consultados. Dessa forma terão também mais controle sobre seu tratamento e poder de influência nas decisões sobre sua própria saúde. Da mesma forma, familiares e responsáveis indicados por ele também poderão ter acesso aos prontuários, de forma a colaborar com os cuidados e também com as decisões de tratamento e cuidados.

2. Maior integração entre as esferas municipais, estaduais e federal 

A interoperabilidade também ajudará a integrar as diferentes esferas públicas de atendimento, favorecendo a administração e o trânsito de dados por meio eletrônico, substituindo totalmente fax e correio.

3. Liberação de dados enriquecerá conteúdos profissionais e pessoais 

O acesso eletrônico impulsionará um aumento de aplicações voltadas para os pacientes de forma a capacitar os consumidores a colherem os benefícios da integração de conteúdo de vários locais e serviços – tendência que deve crescer de forma explosiva.

4. Mais segurança e privacidade

Todas as partes envolvidas na troca de informações em saúde deverão ser rigorosamente certificadas, acreditadas e auditadas para controle de segurança e identidade, como passo indispensável para a partilha de dados.

5. Melhor avaliação de aposentadorias e afastamentos por problemas de saúde 

Com os compartilhamentos de dados haverá mais segurança na avaliação médica de aposentadorias e afastamentos por problemas de saúde, reduzindo os riscos de fraudes e o tempo dos processos.

6. Expansão rápida para várias áreas da saúde 

A tendência é que a integração de dados beneficie também diversas outras áreas da saúde, propiciando maior aproximação entre equipes de unidades distantes e aplicação de conhecimentos voltados para a otimização do tratamento do paciente.

Dessa forma, a interoperalidade agilizará os princípios básicos da medicina voltada para o paciente, facilitando a exploração e interpretação da doença pelo médico e da experiência de adoecer do paciente; o entendimento global da pessoa; a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a respeito do problema e de sua condução; a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde; a melhora ou intensificação da relação médico-paciente e a sua viabilidade em termos de custos e tempo.

       

Deixe uma resposta