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Inter-Metro lança calibrador para audiômetro

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Uma iniciativa da empresa paulistana Inter-Metro, com o apoio do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, deu origem uma nova metodologia, que promete ser mais precisa na calibração de audiômetros (equipamento que gera sons, em variados níveis de volume e intensidade para realização de testes que medem a capacidade de audição de uma pessoa) e funciona por meio de minicâmeras. De acordo com informações da Agência Fapesp, a empresa, especializada em medições acústicas industriais, desenvolveu o novo sistema após constatar a ocorrência de desvios na calibração dos audiômetros de clínicas, hospitais e consultórios.
O problema foi detectado a partir de análises de métodos de calibração realizadas sob orientação do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), órgão federal responsável por atestar a qualidade desse tipo de equipamento com base em normas internacionais.
Nos resultados apurados, o diretor da Inter-Metro, o físico Oswaldo Rossi Júnior, deparou com uma grande oferta de serviços de audiometria no mercado, mas de qualidade questionável, inclusive com empresas fazendo calibrações com equipamentos inadequados ou até de forma errada.
Para sanar as deficiências de calibração dos audiômetros que emitem freqüências entre 125 hertz e 8 mil hertz, a empresa apostou em alguns procedimentos tecnológicos para a criação de um ambiente sem ecos ou outras interferências externas. Assim, foi confeccionada a minicâmera semi-anecóica, medindo 70 centímetros de altura por 80 centímetros de largura e de profundidade. Menor que as câmaras convencionais, a minicâmera é construída em madeira e seu interior é revestido por camadas de vários materiais, incluindo verniz especial, alumínio, espumas de alta e média densidade, películas de chumbo e um absorvedor de espuma especial, com curvatura específica para absorção de som, o que impede sua propagação, além de eliminar os ruídos externos.
Dentro da minicâmera são instalados ou um ouvido artificial, aparelho que simula o tímpano humano (membrana fina localizada na entrada do ouvido que conduz o som via ar), ou um mastóide artificial, simulando o condutor ósseo localizado na parte detrás da orelha (recebe sinais acústicos via óssea e o retransmite para o nervo auditivo). No caso do ouvido artificial, um microfone interno reproduz a capacidade auditiva do ouvido humano. Assim, qualquer freqüência de som emitida pelo audiômetro dentro da minicâmera é captada pelo microfone do ouvido artificial que fica conectado a um analisador de espectro sonoro, examinando o nível de som, em cada freqüência, e mostrando eletronicamente tudo o que é emitido pelo aparelho. O mesmo acontece quando é utilizado um mastóide artificial, imitando a vibração via óssea.

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