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A integração da informação de forma digital para impulsionar a saúde no Brasil

Saúde pública é sempre um ponto de atenção ao redor do globo. Estima-se, segundo o IBGE, que em 10 anos teremos uma população de anciões superior à de jovens no Brasil. Esse crescente envelhecimento populacional, que vem acontecendo no mundo todo, leva à uma sobrecarga dos sistemas de saúde. isso porque doenças crônicas passam a ser mais comuns, a necessidade de visitas regulares à médicos e laboratórios é eminente e internações em emergências se tornam mais frequentes.

Soma-se a isso a dificuldade de gerir e armazenar todas as informações destes pacientes, gerenciar leitos hospitalares, controlar estoques de medicamentos, vacinas e materiais e tem-se um verdadeiro caos no controle dos gastos públicos com saúde.

A resposta para melhorar a saúde no Brasil pode estar na integração digital da informação.

Um dos primeiros passos em direção à equalização entre aumento da demanda e recursos esta na informatização dos dados. Mas é preciso mais do que o uso de computadores, é preciso pensar em sistemas que integrem dados tanto dos pacientes quanto dos serviços de saúde.

Ou seja, por um lado, prontuários eletrônicos que armazenem dados de consultas, exames e internações do paciente, mas por outro, sistemas capazes de gerenciar número de leitos, estoques farmacêuticos e até equipe profissional.

Aqui no Brasil, no Distrito Federal, um projeto vem mostrando a força da integração da informação para o desenvolvimento do atendimento em saúde. Chamado de SIS – Sistema Integrado de Saúde, iniciado em 2008, é considerado um dos maiores projetos de informatização da saúde pública do mundo.

O SIS envolve 17 hospitais, 44 centros de atendimento, 22 laboratórios, 4 Unidades de Pronto Atendimento (UPA), 60 postos de coleta e 63 farmácias. Para o projeto foram implementados o sistema de Prontuário Eletrônico Intersystems TrakCare® e ainda a integração de dados gerenciada por tecnologia também Intersystems.

Assim, os 25 mil profissionais usuários do sistema de prontuário eletrônico, entre médicos, enfermeiros e agentes de saúde, podem inserir ou buscar dados de pacientes em qualquer das unidades agilizando atendimentos, tendo informações mais confiáveis e evitando gastos com repetição de exames e com insumos para impressão como papéis e toners de impressora, por exemplo.

Além disso, o sistema permite a gestão integrada das unidades de saúde participantes. Isso significa que é possível gerenciar a disponibilidade de leitos e de agenda consultas e postos de atendimento, controlar estoque de medicamentos e o faturamento de cada uma das unidades.

O projeto em números

Traduzindo os benefícios em números deste projeto, já são contabilizados;

  • 30 mil acessos diários ao Portal de Exames;
  • 10 mil atendimentos por dia;
  • Redução em 50% dos pedidos de exame e de 30% no consumo de medicamentos;
  • Aumento de 30% das consultas agendadas;
  • Melhoria na gestão de leitos com aumento de 2.3 para 4.6 pacientes por leito por mês, após a implantação do projeto;
  • Economia de U$ 8 milhões em toners e insumos além da redução de pedidos de exame.

Este projeto vem mostrar que a unificação e integração de serviços de saúde é possível e pode ser a solução para equalizar custos. Uma visão integrada permite melhor análise de dados e portanto permite tomadas de decisão mais assertivas levando a uma gestão mais inteligente e econômica.

 

       

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