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Instituto de Neurociências de Natal recebe doação de universidade dos EUA

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O Instituto Internacional de Neurociências, que pretende transformar a cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, num centro de excelência mundial na pesquisa de estudos do cérebro, acaba de receber mais uma ajuda para a sua construção, informa a Agência Fapesp. A Universidade de Duke, dos Estados Unidos, está doando US$ 50 mil para a iniciativa. O neurologista Miguel Nicolelis, um dos idealizadores do projeto, espera que essa seja a primeira de uma série de doações. ?Antes mesmo de construir o instituto, vamos começar a desenvolver linhas de pesquisa com tecnologias ainda não existentes no Brasil?, afirma o cientista, que coordena um laboratório com seu nome na Universidade de Duke, para o serviço eletrônico JC E-mail.
De 3 a 7 de março, será realizado na capital do Rio Grande do Norte um simpósio para marcar o lançamento oficial do instituto. Mais informações sobre o simpósio inaugural em www.natalneuro.com
Em novembro, o Ministério da Ciência e Tecnologia assinou convênio com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para a implantação do centro de pesquisas. Pelo acordo, o MCT se comprometeu a destinar R$ 1 milhão ao instituto, coordenado por Nicolelis juntamente com Sidarta Ribeiro, do Nicolelis Lab da Universidade de Duke, e Cláudio Mello, da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon.
A criação do Instituto Internacional de Neurociências, que ficará na UFRN, tem entre seus objetivos viabilizar o retorno de outros cientistas brasileiros que trabalham no exterior nessa área, além de agregar pesquisadores já em atividade na universidade, inclusive do grupo de primatologia, essencial ao desenvolvimento das pesquisas no campo da neurociência.
Os organizadores pretendem, fazer do instituto um centro de excelência mundial na pesquisa de circuitos neurais. Deverá ser montado também um museu do cérebro e, inicialmente, dois relevantes projetos sociais.
O primeiro é a construção de uma escola modelo para integrar as comunidades locais, atraindo estudantes e professores do ensino fundamental e médio para a prática da ciência. O outro é um centro de saúde mental de referência, por meio do qual será possível prestar assistência nessa área, bem como fazer pesquisas clínicas, estudando o desenvolvimento neurocognitivo das crianças que irão freqüentar a escola modelo. Com isso, os organizadores esperam desenvolver novos métodos de terapia para a reabilitação de pacientes com deficiências neurológicas.
A criação do instituto foi destacada pela revista Nature e conta com o apoio de diversos cientistas de outros países, como Torsten Wiesel, presidente emérito da Universidade Rockfeller, de Nova York, e ganhador do Nobel de Medicina em 1981.

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