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Instituições compartilham experiências na administração de risco legal

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Com o avanço das discussões sobre o aumento na demanda de processos indenizatórios contra hospitais e médicos, as instituições têm encontrado alternativas para lidarem com o tema sem perder a qualidade. Durante o Seminário Internacional de Risco Legal em Saúde, promovido ontem e hoje pela Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), o hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre, além do Instituto de Estudo e Pesquisa do Sangue (IEPS), contaram quais ações têm tomado para evitar estas ações bem como minimizar os efeitos causados por elas. O gerenciamento do risco no ambiente hospitalar busca de modo pró-ativo, a identificação, avaliação e o tratamento de situações ou problemas que podem gerar impacto negativo na qualidade do atendimento aos pacientes e podem causar perdas financeiras ou à imagem da instituição.
Para Sílvio Erné, do Hospital Moinhos de Vento, é necessário criar uma cultura de interdisciplinaridade e de cooperação entre as áreas assistenciais e jurídicas, de modo que incidentes e acidentes sejam examinados, avaliados e conduzidos de acordo com as providencias técnicas e jurídicas que realmente interessem ao hospital, tanto no que se refere à situação atual, quanto aos riscos de demandas futuras.
Outro ponto importante ressaltado por Erné é manter um sistema de registro de incidentes adequado para servir como futura defesa em casos de processos, como também providenciar rotinas e protocolos que façam a prevenção de ações indenizatórias.

Já para Jacques Bushatsky, do IEPS, os termos de consentimentos e a documentação da relação de procedimentos são fundamentais. Outra idéia é desmistificar perante o Judiciário a atividade médica. ?Algumas ações podem sofrer a intervenção de câmaras de arbitragens técnicas, que são especializadas?, explica.
Para ele, é necessário que a sociedade entenda que a medicina não é infalível e nessas condições é dever do hospital informar os pacientes de toda a situação que o envolve. ?Nessas discussões vale lembrar que não lidamos com casos e sim com pacientes. Quando o profissional tem essa idéia e conversa mais com os pacientes elimina muitas ações que o hospital poderia vir a receber?, diz.
Um centro de estudos de riscos é a solução defendida por Elisabete Canella, do Albert Einstein. ?É necessário primeiramente identificar os riscos pra que possamos preveni-lo. O erro pode aparecer na mão do médico, que é o último agente desse processo de atendimento, mas muitas vezes ele já vem de um problema estrutural?, observa.
O desafio para os hospitais, segundo ela, é identificar os erros para que se encontrem formas de conter aqueles possíveis de prevenir. Desta forma, o centro de estudos serviria como uma base para que o Einstein e outros hospitais possam discutir e identificar as ações que estão sendo direcionadas às instituições.

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