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Inovação de informações: gestão de saúde pública integral

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O Setor de Saúde Pública tem experimentado uma acentuada evolução estrutural com a implantação dos PSF(s), dos AME (s), além do desenvolvimento das OSS – organizações sociais e do preparo das equipes de profissionais.
A atenção e o preparo da estrutura e especialmente das equipes tem tomado as agendas dos gestores públicos e de entidades sociais de saúde, especialmente pela aproximação e parceria entre Governos e entidades filantrópicas. Bons exemplos têm surgidos que servem de modelos paradigmáticos para outros entes públicos e sociais de saúde das diversas regiões do país.
O Governo do Estado de São Paulo em feliz parceria com a FEHOSP Federação dos Hospitais e entidades filantrópicas do estado de São Paulo tem desenvolvido a gestão de suas unidades e das entidades parceiras realizando cursos e até promovendo a solução de sistemas de gestão com a cessão de sistemas informatizados para entidades filantrópicas com a participação de uma provedora de sistemas de renome nacional.
No Estado do Espírito Santo o modelo é ainda mais ousado, com recuperação de estruturas físicas de entidades filantrópicas, provimento de sistema de gestão integrado com cessão de sistemas e de infra-estrutura para os hospitais públicos e filantrópicos, em processo integrado que permitirá a gestão da informação instantânea em todo o sistema envolvendo todas as unidades publicas e filantrópicas.
Muitas e excelentes práticas estão sendo desenvolvidas pelos governos com perfil de empreendedores e que entendem que a estruturação do Sistema  de saúde Publica passa pela profissionalização da rede própria e pelo fortalecimento da rede filantrópica contratada. 
Poderíamos citar diversos exemplos, tais como: O PROHOSP de Minas Gerais, O modelo de Goiás e o modelo de São Paulo, mas vamos nos deter apenas no modelo do Estado do Espírito Santo, por se tratar de um Estado que ousou inovar, mesmo não sendo um Estado com grande arrecadação.
A visão estratégica do Governo do Estado do Espírito Santo é louvável e digna de nota, aliás, excelente nota em nosso conceito, pois ousou contratar um modelo de gestão pró-ativo e integrado entre os entes prestadores de serviços e com isso está implantando um modelo que serve de exemplo para os demais Estados e Secretarias de Saúde, tanto estaduais quanto municipais.
O Planejamento Estratégico da Saúde do Governo do Estado do Espírito Santo define um modelo de gestão integrado com um modelo de gestão da informação em tempo real pela Web, de forma que todas as informações sejam concentradas em um grande Data Center e utilizável por todos.
O modelo tem por base a plena informatização do Prontuário do Cidadão no PSF com localização da população por família e adstrita a unidade de saúde, mas totalmente integrado, de forma que todas as informações relativas ao cidadão sejam concentradas em seu prontuário, deste modo, desde informações de cidadania, de saúde publica, de saúde individual e até as sociais tem o mesmo destino de concentração.
Com esse sistema todas as ações de saúde publica, vigilância, vacinações e até informações sobre saneamentos dos bairros são integradas. Deste modo, também as informações de atendimentos em ambulatórios de especialidades, pronto-atendimentos, hospitalizações, utilização de UTI, realização e resultados de exames, informações de fornecimento de medicação de uso continuo, medicação de altos custos e até informações administrativas e de controle e vigilâncias sejam efetivamente integradas.
Integrando esse sistema, o modelo inclui ainda laboratórios e farmácias da rede publica e, se necessário, inclusive dos prestadores contratados, além da integração com o sistema de regulação que permite também a inclusão de home-care e do SAMU.
O sistema permite a utilização de qualquer tipo de protocolo, incluindo o de Manchester, o Canadense e tantos outros possíveis, o que permite a perfeita classificação de riscos e o gerenciamento de casos em qualquer situação de emergência e a regulação de vagas em todas as unidades do sistema de saúde quer de unidades publicas ou contratadas.
Com esse sistema de informações é plenamente exeqüível a redução de custos através de racionalização do uso e do controle do desperdício, especialmente na questão de repetição de exames, pois o sistema armazena os resultados de todos os exames realizados pelo paciente em seu prontuário cidadão, independente de onde os mesmos foram realizados. Controla também a distribuição correta da medicação de uso continuo com aviso direto ao paciente em seu celular.
No campo da gestão o sistema permite o desenvolvimento da gestão operacional e de forma suplementar a gestão estratégica individual e concentrada, com aplicação de planejamento estratégico e tático-operacional, com orçamentação, contratualização, controle de custos e alinhamento pelo BSC – Balanced Scorecard, especialmente no caso dos hospitais filantrópicos.
Permite ainda o desenvolvimento da Controladoria técnico-operacional e contábil financeira possibilitando a gestão por indicadores por unidade de saúde e o benchmark de forma geral, além da construção do cockpit com os dashboards que poderão ser apresentados diretamente nas máquinas dos gestores (Secretario, Provedores, executivos e demais profissionais) e também em telões em  LCD ou plasmas em locais públicos das unidades de saúde.
Sem duvida esse novo sistema de gestão publica traz conceitos muito avançados, além, inclusive dos atuais modelos de operadoras de planos de saúde, pois sendo publico, o mesmo incorporou todas as praticas de medicina preventiva integrando-as com as atividades da medicina curativa e especialmente com a Promoção e com a Educação em Saúde Pública. É seguramente um modelo muito avançado e que deve servir de paradigma inclusive para os modelos das operadoras.
Esse novo modelo é o futuro que se faz presente na Saúde Pública Brasileira. É uma realidade com solução totalmente nacional.
 
*Valdir Ribeiro Borba é mestre em Administração. Administrador Hospitalar e de Saúde Pública – pela Faculdade de Saúde Pública de São Paulo e Administrador Hospitalar Emérito 1991 pelo Colégio Brasileiro de Administradores Hospitalares.
As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação.
 
 
 

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