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Inflação: mais uma variação zero

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O IPCA registrou em julho uma taxa de 0,01%, muito próxima daquela de junho quando a variação foi zero. Mais uma vez os alimentos mostraram importante recuo, ao registrarem queda de -0,76% (contribuição de ? 0,17 p.p para a taxa global) ante uma variação de -0,90% no mês anterior. Esta queda dos preços dos alimentos, aliado às pequenas variações verificadas nos grupos Transportes, Vestuário, Educação e Comunicações, que possibilitou a estabilidade da taxa geral no mês.
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As principais variações negativas no conjunto de preços de ?Alimentação e bebidas? originaram-se nos subgrupos dos ?tubérculos, raízes e legumes? com queda de -13,67% (-13,62% em junho); ?açúcares e derivados? com -4,27% (-6,67% em junho); ?hortaliças e verduras? com-4,81% (-6,56% no mês anterior) e ?leite e derivados? (-1,80% ante -1,48% em junho). O conjunto destes subgrupos contribuiu com -0,21 p.p na taxa geral. Vários produtos alimentícios ficaram mais baratos em relação a junho, a exemplo do tomate, que, com preços 23,90% mais baixos, apresentou a mais significativa contribuição para menos no IPCA de julho: -0,05 pontos percentuais. Já as frutas, mostraram alta de 1,13% (-2,26% em junho), assim como as carnes frescas, que em junho registraram queda de 0,55%, sofreram aumento de 0,33% no mês. Os preços do subgrupo ?Alimentação fora do domicílio? mostraram importante descompressão ao registrar taxa de 0,24%, ante uma alta média de 0,77% entre novembro e junho. As refeições principais tiveram preços médios majorados em 0,65% (0,80% em junho e 1,15% em maio) e contribuíram com 0,03 p.p na taxa geral do mês.
Os preços dos bens e serviços não alimentícios mostraram alta de 0,24%, ligeiramente inferior à de junho (0,27%). Despesas pessoais e habitação foram os grupos com maiores variações (0,54% cada um) e as maiores contribuições (0,06 p.p e 0,07 p.p, respectivamente.). No caso da Habitação, as principais influências advieram de reajustes da energia elétrica (1,17% e contribuição de 0,04 p.p), aluguel (alta de 0,52%), condomínio (0,56%) e reparos (0,59%). O grupo despesas pessoais (de 0,74% em junho para 0,54% em julho), mostrou aumento de preços menos intenso de um mês para o outro. Isso porque, além de a variação do cigarro (3,70% em junho e 1,14% em julho) ter sido suavizada, os salários dos empregados domésticos (0,58% em junho e 0,41% em julho) também tiveram a taxa reduzida.
O grupo Vestuário mostrou estabilidade, com taxa ligeiramente negativa (-0,04%), enquanto no Grupo Transporte exibiu taxa de 0,08%, com altas em ônibus urbano (0,38%), ônibus interestadual (1,27%) e avião (9,15%), que aportaram 0,05 p.p na taxa geral. Já no grupo ?Artigos de residência?, altas originadas nos preços de produtos eletroeletrônicos (0,85% em média) levaram a uma variação de 0,29% para o conjunto dos bens e serviços neste grupo, que contribuiu para a formação da taxa geral com 0,01 p.p.
No grupo ?Saúde e cuidados pessoais?, a alta de 0,31% (contribuição de 0,09 p.p) em julho foi influenciada pelos movimentos dos preços de serviços de saúde (alta de 0,52%). Nesse subgrupo, os principais destaques foram os reajustes em plano de saúde (0,53%), serviços médicos e dentários (0,46%) e serviços laboratoriais e hospitalares (0,66%).
Entre as onze regiões onde a pesquisa é realizada, a taxa foi negativa em quatro (inclusive São Paulo, onde o resultado foi -0,01%). Na região de Curitiba, foi registrada a maior variação (0,31%), em razão do reajuste de 14,07% na energia elétrica.
Inflação Acumulada. Nos sete primeiros meses do ano, o IPCA acumula alta de 3,10%, com maiores influências vindas dos alimentos que, com alta de 3,74%, contribuem com 0,84 p.p na formação da taxa nesta composição. Despesas pessoais, com alta de 4,73% aportam mais 0,48 p.p e, Educação com alta de 5,53% no ano contribuiu com 0,39 p.p, mas com tendência de diluição até o final do ano.
Na composição em doze meses, a taxa se aproxima muito da referência central das metas fixadas. Com taxa de 4,60%, as maiores contribuições vêm de Alimentação e bebidas, que subiram 4,34% e contribuição de 0,99 p.p na taxa. Despesas pessoais, com alta de 6,84% (a maior entre os grandes grupos), contribuem com 0,70 p.p . Este resultado vem dos preços de serviços pessoais (8,29%), onde se destaca o empregado doméstico, com alta de 10,16% e contribuição de 0,34 p.p.
O grau de difusão dos aumentos indica que no conjunto dos produtos e serviços do IPCA, a quantidade de preços estáveis registrou considerável alta pelo terceiro mês consecutivo, vindo de 55% em maio, 61% em junho e 67% no mês de julho. Os itens com deflação foram em 16% (14% em junho) e os que registraram inflação, também 16%, caíram de 30% em maio, 25% em junho. Excluídos os alimentos, a proporção de itens estáveis foi de 78% e a proporção dos itens com inflação foi de 13% em junho, lembrando que nossa hipótese de estabilidade é definida como variações entre -1% e +1%.
Em julho, os bens e serviços com preços monitorados registraram alta de 0,32% (0,12% em junho), com recuo da taxa acumulada em doze meses para 3,94% (4,20% em maio). Os preços livres registraram queda, com variação mensal de -0,12%, após deflação de -0,05% no mês anterior, fazendo com que em doze meses, a taxa caísse de 5,11% em maio para 4,88% em julho. Os bens não-comercializáveis continuam num discreto movimento de queda, com variação de -0,04% no mês, vindo de 0,01% em junho, mas a taxa anual permanece elevada (6,94% ante 7,06% em junho). Os bens comercializáveis mostraram aumento no registro mensal (0,21%) e no acumulado em doze meses, com a taxa tendo evoluído de 2,97% para 3,02% na virada de junho a julho. Ainda no corte por categoria de bens e serviços, o grupo de bens duráveis mostrou recuo de -0,17%, levando a taxa acumulada nos últimos doze meses para 2,24%. Os bens semiduráveis registraram taxa mensal nula, levando a taxa, na composição em doze meses a recuar de 5,03% para 4,75%. Os bens não duráveis trocaram queda de 0,58% em junho para alta de 0,54% em julho, com taxa acumulada em doze meses subindo de 4,56% para 5,11%. Os preços dos serviços mostraram desaceleração, ao sair de 0,41% em junho para 0,35% no cômputo mensal e acumulam 6,91% ao ano, acima do registro anterior (6,82%).
 

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