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Indústria: sem abrangência e sem firmeza

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A produção industrial brasileira registrou alta de 0,4% em outubro frente a setembro na série livre de efeitos sazonais, após ter registrado estabilidade nos dois meses anteriores (em agosto, a variação foi de -0,1% e em setembro, de +0,1%). Frente ao mesmo mês de 2009, o setor ainda galga variações positivas (2,1%), porém foi o menor avanço nesta comparação desde outubro de 2009. No acumulado entre janeiro e outubro, a indústria obteve acréscimo de 11,8%, mesma variação dos últimos 12 meses.
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A produção recuou em todas as categorias de uso no mês de outubro frente a setembro na série com ajuste sazonal, exceto em bens de consumo duráveis, cujo produto aumentou 2,8%. Na comparação com mesmo mês do ano anterior, entretanto, os bens duráveis foram a única categoria a registrar queda (-4,9%), pressionados pela menor produção em automóveis e eletrodomésticos. No acumulado do ano até outubro, os bens duráveis assinalaram crescimento de 11,3% e, nos últimos 12 meses, a expansão foi de 15,4%, a maior dentre as categorias de uso.
O setor de Bens de Capital registrou queda de 0,2% na comparação mês/ mês anterior na série livre de efeitos sazonais. Em relação a outubro de 2009, porém, o setor assinalou uma alta de 6,0%, a maior variação entre as categorias de uso. Esse resultado positivo deveu-se a bens de capital para transporte (15,8%), para uso industrial (25,3%), para construção (29,0%) e agrícola (19,4%). Nas comparações acumuladas, as variações foram iguais a 24,0% no ano e 21,1% nos últimos 12 meses.
A categoria de Bens Intermediários registrou relativa estabilidade do nível de produção na passagem setembro/ outubro, descontados os efeitos sazonais, ao assinalar decréscimo de 0,1%. Na comparação mensal (outubro de 2010 contra outubro de 2009), a categoria registrou crescimento de 3,2%, a menor alta desde outubro de 2009, quando assinalou queda de 2,4%. No acumulado do ano, houve crescimento de 12,9% e no acumulado dos últimos doze meses, a variação foi de 12,8%.
Os Bens de Consumo Semiduráveis e Não-Duráveis obtiveram pequeno recuo de 0,1% na série dessazonalizada, comparativamente a estabilidade observada no mês anterior. Na comparação com mesmo mês do ano anterior, o segmento assinalou avanço de produção de 1,5%. Entre os meses de janeiro e outubro de 2010, a produção de bens desta categoria cresceu 5,9% e no acumulado dos últimos doze meses, 5,6%.
Entre os meses de setembro e outubro, na série com ajustamento sazonal, das 27 atividades pesquisadas pelo IBGE, 12 apresentaram expansão no nível de atividade industrial. As maiores pressões positivas estiveram nos ramos de farmacêutica (4,9%), outros produtos químicos (2,9%), veículos automotores (1,6%), produtos de metal (5,3%), metalurgia básica (2,7%) e outros equipamentos de transporte (6,0%). Por outro lado, as principais influências negativas vieram de edição e impressão (-12,2%), alimentos (-2,1%), indústrias extrativas (-2,5%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,7%) e têxtil (-3,1%).
Na comparação entre outubro de 2010 e outubro de 2009, dentre os 17 segmentos que obtiveram acréscimo, destacam-se veículos automotores (7,4%), máquinas e equipamentos (9,0%), indústrias extrativas (8,6%), produtos de metal (12,7%), outros produtos químicos (4,4%), equipamentos médico-hospitalares, ópticos e outros (22,1%) e minerais não metálicos (4,9%). Por outro lado, os impactos negativos mais relevantes vieram de material eletrônico e equipamentos de comunicações (-20,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-10,6%), alimentos (-1,8%) e têxtil (-6,9%).
No acumulado entre janeiro e outubro do presente ano contra os mesmos dez meses de 2009, foi verificado a expansão da produção industrial em 25 atividades. As maiores contribuições foram obtidas em veículos automotores (26,7%), máquinas e equipamentos (29,2%), metalurgia básica (21,5%), outros produtos químicos (11,4%), produtos de metal (26,8%) e indústrias extrativas (13,9%). As duas influências negativas vieram dos setores de produtos do fumo (-9,3%) e de outros equipamentos de transporte (-2,7%).
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