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Indústria Regional: mapa da recuperação da crise

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Segundo os dados divulgados pelo IBGE, na passagem de junho para julho, já descontadas as influências sazonais, a produção industrial apresentou crescimento acima da média (0,4%) em Goiás (10,3%), Bahia (3,6%), Rio Grande do Sul (3,3%), região Nordeste (1,7%), Rio de Janeiro (1,1%) e São Paulo (0,5%). Em Minas Gerais (0,1%) e Espírito Santo (-0,2%), a produção praticamente ficou estável. Os resultados negativos no período foram assinalados por: Pará (-0,7%), Pernambuco (-1,2%), Amazonas (-1,3%), Ceará (-1,5%), Paraná e Santa Catarina (ambos com recuo de 2,9%).
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Na comparação julho 2010/julho 2009, os índices foram predominantemente positivos, com todos os locais registrando avanço na produção, à exceção de Santa Catarina, que apontou variação negativa de 0,1%. Vale citar que julho de 2010 (22) apresenta um dia útil a menos que julho de 2009 (23). O maior crescimento da produção foi registrado no Espírito Santo (24,7%), seguido por Paraná (18,1%), Amazonas (16,4%), Bahia (14,4%), região Nordeste (14,3%), Ceará (13,4%), Pernambuco (13,3%), Minas Gerais (11,2%) e Goiás (8,8%) – todos com variação acima da média nacional (8,7%). Rio Grande do Sul (8,6%), Rio de Janeiro (8,0%), São Paulo (7,9%) e Pará (3,9%) também apresentaram resultados positivos.
O indicador acumulado no período janeiro-julho de 2010 também mostrou evolução generalizada de crescimento, com todos os locais apontando índices positivos. No Espírito Santo (34,9%), Amazonas (26,4%) e em Minas Gerais (20,5%), a produção cresceu a taxas mais elevadas, impulsionados em grande parte pelos avanços na indústria extrativa (minérios de ferro), no setor produtor de bens de consumo duráveis (televisores, telefones celulares, fornos de microondas e motocicletas) e em metalurgia básica (ferronióbio e lingotes, blocos, tarugos ou placas de aço). Também com expansões de dois dígitos e acima da média nacional (15,0%) aparecem: Paraná (19,3%), Goiás (18,9%), Pernambuco (17,3%) e Ceará (16,5%). Os demais resultados positivos foram observados em São Paulo e região Nordeste (ambos com 14,1%), Bahia (13,8%), Rio Grande do Sul (10,8%), Rio de Janeiro (10,4%), Santa Catarina (10,3%) e Pará (8,1%). Nestes locais, observa-se o maior dinamismo dos setores produtores de bens de capital e de bens de consumo duráveis, além da recuperação gradual das exportações.
No confronto do desempenho acumulado nos primeiro semestre do ano frente ao índice mensal de julho, ambas as comparações contra igual período do ano anterior, observa-se redução no ritmo de crescimento da atividade industrial na maior parte (12) dos 14 locais investigados, acompanhando o movimento do índice nacional, em que o setor passou de 16,2% no primeiro semestre do ano para 8,7% em julho. Vale destacar que esse movimento reflete não só o comportamento mais moderado da atividade industrial nos últimos meses, mas também a elevação da base de comparação, uma vez que o segundo semestre de 2009 mostrou ritmo mais intenso que o primeiro. Nesse tipo de confronto, Santa Catarina (de 12,3% para -0,1%), Goiás (de 21,0% para 8,8%), Espírito Santo (de 36,9% para 24,7%), Amazonas (de 28,2% para 16,4%) e Minas Gerais (de 22,4% para 11,2%) apontaram as maiores reduções de ritmo entre os dois períodos.
São Paulo. Em julho, frente junho, com dados já descontados dos efeitos sazonais, a produção industrial de São Paulo apresentou avanço de 0,5%. No confronto com julho de 2009, constatou-se avanço de 7,8%, taxa influenciada pelos setores: veículos automotores (19,2%) e máquinas e equipamentos (21,7%), alimentos (12,7%), metalurgia básica (21,7%) e máquinas para escritório e informática (6,6%). Em sentido oposto, os setores que assinalaram queda na produção, foram os de outros edição e impressão (-7,5%) e farmacêutica (-9,6%). No acumulado dos seis primeiros meses de 2010, a produção industrial cresceu 14,1%, pressionada pelos acréscimos observados em veículos automotores (31,6%), máquinas e equipamentos (36,6%), outros produtos químicos (15,6%) e metalurgia básica (33,6%). Por outro lado, outros equipamentos de transporte (-10,5%) foram os setores que mais influenciaram negativamente a taxa global.
Goiás. A partir de dados livres de efeitos sazonais, observa-se que a indústria goiana, na passagem de junho para julho, registrou o melhor desempenho dentre as regiões pesquisadas, ao crescer 10,3%. Na comparação de julho de 2010 contra igual mês de 2009, houve acréscimo de 8,8%. O único impacto negativo veio da metalurgia básica (-13,8%). Na comparação acumulada no ano, o estado registrou avanço de 12,8%. O único impacto negativo veio da metalurgia básica (-4,3%).
Ceará. Em julho, a indústria cearense apresentou a maior queda (1,5%), com dados livres de efeitos sazonais. Na comparação mensal (mês/ mesmo mês do ano anterior), houve alta da produção fabril em 13,4%, em virtude, principalmente do desempenho do setor de metalurgia básica (8,2%). A produção industrial no período entre janeiro e junho de 2010 cresceu 21,1%, graças ao desempenho da metalurgia básica (69,0%).
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