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Indústria regional: ganhos e perdas no pós-crise

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O recuo de 0,7% da indústria brasileira em dezembro de 2010, relativamente ao mês imediatamente anterior na série dessazonalizada, refletiu a queda da atividade fabril em onze das catorze localidades pesquisadas, de acordo com os dados divulgados hoje pelo IBGE. Essa é a segunda variação negativa consecutiva, visto que em novembro a indústria brasileira registrou retração de 0,2%. As pressões negativas vieram de: Rio de Janeiro (-5,7%), Paraná (-5,0%), Bahia (-3,9%), Goiás (-3,8%), Rio Grande do Sul (-3,0%), Espírito Santo (-1,9%), Ceará (-1,6%), São Paulo (-1,2%), Pernambuco (-1,2%), Região Nordeste (-0,7%), e Amazonas (-0,4%). Por outro lado, os três locais com alta foram Santa Catarina (3,0%), Minas Gerais (2,0%) e Pará (0,8%).
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No confronto entre dezembro de 2010 e dezembro de 2009, a produção nacional assinalou alta de 2,7%. Nesta comparação, dez localidades assinalaram variações positivas. Pará (13,5%) e Goiás (10,3%) apresentaram os maiores avanços. Em seguida vieram: Amazonas (8,7%), Minas Gerais (6,5%), e Santa Catarina (5,2%), Rio de Janeiro e São Paulo (ambos com 1,2%), Rio Grande do Sul (0,7%), Paraná e Pernambuco (ambos com 0,2%). As pressões negativas, por sua vez, vieram do Espírito Santo (-0,8%), Região Nordeste (-5,5%), Ceará (-9,7%) e Bahia (-10,8%).
No confronto entre o quarto trimestre de 2010 e igual período de 2009, onze localidades apresentaram acréscimos, colaborando para a alta de 3,3% da indústria brasileira nesta comparação. Goiás (15,0%) e Pará (11,5%) foram os destaques positivos, e a Região Nordeste (-1,6%), Bahia (-2,8%) e Ceará (-5,9%) foram os únicos a apontarem taxas negativas.
No acumulado entre janeiro e dezembro de 2010, todos os locais analisados assinalaram avanço na produção fabril. As maiores pressões positivas ocorreram no Espírito Santo (22,3%), Goiás (17,1%), Amazonas (16,3%), Minas Gerais (15,0%) e Paraná (14,2%). Além destes, Pernambuco (+10,2%) e São Paulo (+10,1%) apresentaram crescimento expressivo próximos à média da indústria brasileira.
São Paulo. No confronto entre novembro e dezembro de 2010, a produção industrial do estado paulista recuou 1,2% na série sem efeitos sazonais, após crescer 1,2% no mês anterior. Na comparação mensal (mês / mesmo mês do ano anterior), foi observado acréscimo de 1,2%, com alta de dez das vinte atividades pesquisadas, com destaque para veículos automotores (12,8%), de outros produtos químicos (11,0%) e de máquinas e equipamentos (6,2%). Em sentido oposto, entre os setores que assinalaram queda na produção, destacam-se: farmacêutico (-9,1%), produtos de metal (-13,7%) e alimentos (-6,5%). Na análise do quarto trimestre de 2010 frente a igual período de 2009, a alta foi de 2,8%, apontando para um arrefecimento da produção industrial do estado (+18,1% no 1º trimestre, +12,8% no segundo e +8,5% no terceiro). No ano, o crescimento de 10,1% deveu-se principalmente a veículos automotores (24,6%), máquinas e equipamentos (26,6%), outros produtos químicos (13,9%), produtos de metal (25,3%) e borracha e plástico (15,4%). Do lado oposto, farmacêutica (-5,7%), refino de petróleo e produção de álcool (-3,5%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-6,6%) e outros equipamentos de transporte (-4,1%) foram as contribuições negativas mais significativas.
Minas Gerais. O mês de dezembro apontou crescimento (2,0%) da indústria mineira frente ao mês imediatamente anterior na série livre de efeitos sazonais. Frente a dezembro de 2009, a produção fabril deste estado foi 6,5% superior, graças ao desempenho favorável da indústria extrativa (21,1%), veículos automotores (20,3%), outros produtos químicos (15,8%) e minerais não metálicos (11,4%). As pressões negativas vieram de máquinas e equipamentos (-24,8%) e alimentos (-2,9%). No quarto trimestre do ano o estado registrou acréscimo de 6,4% frente ao quarto trimestre de 2009, ritmo inferior aos trimestres anteriores. No acumulado de 2010, a indústria cresceu 15,0%, impulsionada pelos setores de metalurgia básica (27,6%), indústrias extrativas (31,9%), máquinas e equipamentos (55,4%) e outros produtos químicos (22,4%); enquanto celulose e papel (-1,6%) e de produtos do fumo (-3,2%) foram as únicas pressões negativas.
Espírito Santo. A produção da indústria capixaba decresceu 1,9% em dezembro frente a novembro, na série livre dos efeitos sazonais. No indicador mensal, a variação de -0,8% deveu-se ao desempenho negativo da indústria de transformação (-10,2%), dado que a indústria extrativa cresceu 21,0% no período. Metalurgia básica (-26,0%) e alimentos e bebidas (-7,9%) representaram os impactos negativos de maior importância; por sua vez, minerais não metálicos (16,8%) foi a maior contribuição positiva. Na análise do quarto trimestre de 2010, o crescimento de 6,6% reflete a piora do ritmo de produção do estado, visto que no terceiro trimestre a variação foi de 16,6%. No acumulado de 2010 frente a igual período do ano anterior, o avanço observado foi de 22,3%, sendo o setor extrativo (60,0%) o maior impacto positivo, seguido de metalurgia básica (12,7%), alimentos e bebidas (11,1%), minerais não metálicos (9,9%) e celulose e papel (2,3%).
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