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Indústria Regional: desaceleração em todo o País

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Segundo os dados divulgados pelo IBGE, na passagem de agosto para setembro, a produção industrial apresentou retração em nove dos 14 locais pesquisados, já descontadas as influências sazonais. As maiores quedas foram registradas por Rio Grande do Sul (-2,3%), Amazonas (-2,1%) e Ceará (-2,0%), seguidos por Rio de Janeiro (-1,8%), Santa Catarina (-0,5%), Bahia (-0,5%), Pará (-0,4%), Pernambuco (-0,1%) e São Paulo (-0,1%). Paraná, Goiás e Minas Gerais apresentaram um aumento da produção industrial de 5,7%, 2,3% e 2,1%, respectivamente.

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No indicador mensal (mês contra mesmo mês do ano anterior), todos os locais pesquisados assinalaram crescimento, com exceção a Bahia. Com avanço acima da média nacional (6,3%), destacaram-se: Paraná (22,5%), Goiás (14,4%), Minas Gerais (11,8%), Espírito Santo (10,8%), Pará (9,8%), Ceará e São Paulo (8,0%), enquanto região Nordeste (4,8%), Pernambuco (4,1%), Rio de Janeiro (4,0%), Amazonas (3,3%), Santa Catarina (0,4%), assinalaram as outras taxas positivas. Único estado a não possuir variação e variação negativa foram respectivamente Rio Grande do Sul e Bahia (-0,5%).
A produção industrial acumulada entre janeiro e setembro, quando confrontada com mesmo período do ano anterior, variação positiva em todas as localidades. As ampliações mais elevadas no desempenho regional ficaram com: Espírito Santo (28,8%), Amazonas (21,1%) e Paraná (18,5%). Nos demais locais os resultados foram: Minas Gerais (18,2%), Goiás (16,6%), Ceará (15,5%), Pernambuco (14,2%), São Paulo (12,7%) e região Nordeste (12,3%), Bahia (10,9%), Rio de Janeiro (9,5%), Rio Grande do Sul (12,3%), Pará (8,6%) e Santa Catarina (8,3%).
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em setembro, o crescimento de 11,2% da produção nacional deveu-se à variação positiva de todas as localidades, com destaque para Espírito Santo (de 24,2% para 26,2%), Amazonas (de 15,4% para 16,5%) e Paraná (de 13,4% para 16,3%).
Paraná. Em setembro, frente agosto, com dados já descontados dos efeitos sazonais, a produção industrial de São Paulo apresentou avanço de 5,7%. No confronto com setembro de 2009, constatou-se avanço de 22,5%, taxa influenciada pelos setores: veículos automotores (109,1%), edição e impressão (26,7%), alimentos (23,6%) e máquinas e equipamentos (12,5%). Em sentido oposto, o setor que assinalou queda na produção foi outros produtos químicos (-27,5%) e refino de petróleo e produção de álcool (-15,8%). No acumulado dos nove primeiros meses de 2010, a produção industrial cresceu 18,5%, pressionada pelos acréscimos observados em veículos automotores (72,3%), máquinas e equipamentos (33,2%), edição e impressão (14,3%) e alimentos (8,2%). Por outro lado, outros produtos químicos (-16,2%) e refino de petróleo e produção de álcool (-9,9%) foram os setores que mais influenciaram negativamente a taxa global.
Goiás. A partir de dados livres de efeitos sazonais, observa-se que a indústria cearense, na passagem de agosto para setembro, registrou crescimento de 2,3%. Na comparação setembro de 2010 contra igual mês de 2009, houve acréscimo de 14,4%, taxa influenciada pelos setores: produtos químicos (34,3%), minerais não metálicos (26,2%), alimentos e bebidas (11,3%) e indústria extrativa (6,6%). Por outro lado, metalurgia básica (-17,9%). Na comparação acumulada no ano, o estado registrou avanço de 16,6%, taxa impulsionada por: produtos químicos (86,0%), minerais não metálicos (17,7%) e alimentos e bebidas (7,7%). O único impacto negativo veio de metalurgia básica (-7,4%).
Rio Grande do Sul. Em setembro, a indústria de Santa Catarina apresentou a maior queda dentre os estados pesquisados (-2,3%), com dados livres de efeitos sazonais. Na comparação mensal (mês/ mesmo mês do ano anterior), houve estagnação da produção fabril, em virtude, principalmente do desempenho do setor de refino de petróleo e produção de álcool (39,1%). A produção industrial no período entre janeiro e setembro de 2010 foi de 8,9%, graças ao desempenho da indústria de metalurgia básica (46,1% máquinas e equipamentos (32,7%), veículos automotores (32,1%), produtos de metal (25,0%). Em sentido oposto, fumo (-13,4%), refino de petróleo e produção de álcool (-7,8%) e alimentos (-2,2%).
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