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Indústria médico-hospitalar inicia exportações para a ONU

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O Ministério das Relações Exteriores, em conjunto com a Apex-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) e a Abimo (Asociação Brasileira da Indústria, Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios), vai incentivar a indústria de equipamentos médico-hospitalares a ingressar no Programa de Promoção das Exportações para o Sistema da Organização das Nações Unidas (PPE-ONU). Os materiais e equipamentos médico-hospitalares estão entre os principais bens consumidos pela ONU, para distribuição em ações comunitárias em regiões carentes. Em 2003, a organização adquiriu US$ 5 bilhões em bens e em 2004, o volume aumentou para US$ 8 bilhões. ?Ainda não temos os números de 2005 e as perspectivas para 2006, mas acreditamos em um valor de igual importância para os próximos anos?, conta o presidente da Abimo, Djalma Rodrigues.
Em alguns casos, a ONU compra hospitais completos e os envia para países carentes. Hoje, a indústria brasileira possui entre 90% e 95% dos equipamentos e materiais de consumo necessários para montar um hospital geral. ?Acredito que as vendas de material de consumo devam ser as mais fortes. A comercialização de equipamentos dependerá do esforço de cada empresa e das certificações de qualidade. Já temos o nicho aberto e agora precisamos explorá-lo?.
De acordo com o PPE-ONU, as empresas interessadas devem passar por licitação e as vencedoras assinarão um contrato bilateral de dois anos, que poderá ser renovado. ?É uma boa opção para evitar a instabilidade do mercado interno. Os contratos da ONU são sinônimo de dinheiro garantido?. Embora haja um alto nível de exigência e algumas especificações, Rodrigues acredita que as empresas brasileiras têm total condição de atender a organização. ?Eles são rígidos, possuem assessores que viajam pelo mundo para conhecer as instalações dos fornecedores, mas seguem os ditames internacionais, seguindo os critérios internacionais dos principais hospitais do mundo?.
Nos dias 23 e 24 de janeiro, uma missão brasileira participará do Aid & Trade, em Genebra, evento em que os fornecedores da ONU se encontram para fazer contato com os responsáveis pelas agências de compra. Após a feira, a missão segue para outros países para apresentar os produtos para as principais agências. ?Depois da Suíça, devemos passar pela Dinamarca para conhecer o sistema de logística da ONU?.
Para estreitar relações, o Brasil também se candidatou para sediar a reunião anual dos chefes de licitação das agências especializadas, fundos e programas das Nações Unidas e sediará o encontro entre 5 e 9 de junho de 2006, em Belo Horizonte (MG). Os membros vão discutir temas relacionados à harmonização de regras e normas de processos licitatórios e participarão de encontros com empresários do país.
Empresa pioneira
A primeira indústria do setor a exportar para a ONU foi a Injeflex, fabricante de Dispositivos Intra-Uterinos (DIU). A empresa fechou contrato por dois anos e já comercializou US$ 2 milhões, valor equivalente a quatro milhões de unidades. ?Nesse período, nossos produtos já foram enviados para 19 países?, conta o diretor-presidente, Ronaldo Lopes Canteiro.
A empresa, que destina 95% da produção para exportação, indentificou um grande potencial comprador na ONU. ?Nosso produto é destinado ao planejamento familiar de longa duração e é o mais indicado para regiões carentes, que são o foco das ações humanitárias da organização?.
Recentemente, a Fanem também fechou contrato para exportação de incubadoras.

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