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Indústria: ladeira abaixo

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Está Análise traz os resultados gerais da Carta IEDI publicada hoje, a qual faz uma avaliação detalhada da balança comercial da indústria brasileira de transformação no acumulado dos três primeiros trimestres deste ano. De acordo com os dados da Secex, o impressionante déficit em produtos da indústria de transformação está ligado à piora nos resultados de três das quatro faixas de intensidade tecnológica: alta, média-alta e média intensidade tecnológica. Apenas o segmento formado por indústrias de baixa intensidade tecnológica conseguiu melhorar seu saldo no acumulado dos nove primeiros meses de 2010 frente a igual período de 2009.
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No que diz respeito aos produtos com alta intensidade tecnológica, observa-se que, no acumulado de 2010 até setembro, os cinco grupos de atividades que compõem a indústria de alta intensidade tecnológica apresentaram resultados negativos ou em desaceleração. Se suas exportações chegaram a US$ 6,5 bilhões, as importações somaram US$ 26,4 bilhões. Portanto, um déficit chegou de US$ 19,9 bilhões. Apenas a indústria aeronáutica e espacial logrou superávit, mas de pouco vulto e inferior ao registrado em igual período do ano anterior: US$ 211 milhões, com exportações de US$ 3,1 bilhões.
O conjunto dos segmentos de média-alta intensidade tecnológica perceberam o pior resultado dentre as quatro faixas, com déficit de US$ 28,1 bilhões. Todas as cinco atividades concorreram para a impressionante deterioração de sua balança: em janeiro-setembro de 2009, o saldo negativo foi de US$ 19,2 bilhões e o maior déficit para os nove meses iniciais fora registrado em 2008, de US$ 22,5 bilhões. Como atenuante, todas as atividades exportaram mais nos nove primeiros meses de 2010 do que no mesmo período de 2009.
Na série iniciada em 1989, o grupo das atividades classificadas pela OCDE como de média-baixa intensidade tecnológica experimentou, pela primeira vez para acumulado até setembro, saldo negativo – de US$ 6,4 bilhões. As exportações de bens de média-alta intensidade até cresceram frente ao mesmo período do ano passado, chegando a US$ 18,5 bilhões. Mas tal patamar fica abaixo das vendas externas para igual acumulado dos anos de 2007 e 2008. A deterioração da balança comercial dos produtos em pauta está associada, de um lado ao déficit superlativo em combustíveis e produtos de petróleo refinado, que chegou a US$ 7,9 bilhões, de outro, à queda do superávit comercial, ficando em US$ 2,7 bilhões, menos patamar desde janeiro-setembro de 2001, quando ficara em US$ 2,2 bilhões.
A faixa de menor intensidade no uso de tecnologia, nos termos da OCDE, permanece como o conjunto de atividades que têm contrabalançado a deterioração dos resultados comerciais das demais atividades industriais. Seu superávit, de US$ 28,7 bilhões nos três trimestres iniciais decorreu sobremaneira das indústrias de alimento, bebida e fumo – sobretudo da de alimentos. O saldo destas indústrias, de US$ 24,2 bilhões, foi recorde para acumulado de janeiro a setembro. Esse resultado sem igual se deveu às exportações de US$ 27,8 bilhões, grandeza também recorde.
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