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Indústria: efeito do câmbio e outros efeitos

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Os dados divulgados pelo IBGE indicam um pequeno recuo da produção industrial em agosto em comparação a julho, registrando variação negativa de 0,1% na série livre de efeitos sazonais, após crescimento de 0,6% em julho. Em relação ao mesmo mês de 2009, a produção industrial brasileira assinalou avanço de 8,9%, praticamente a mesma marca que o mês anterior (8,8%). No período entre janeiro a agosto do presente ano frente a mesmo período de 2009, a indústria apresentou expansão de 14,1%. Por sua vez, no acumulado dos últimos doze meses, a variação foi de 9,9%.
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Dentre as categorias de uso, a de Bens Intermediários registrou a maior variação negativa frente ao mês imediatamente anterior na série dessazonalizada (-1,5%), após crescimento de 0,7% em julho. Em comparação com agosto do ano anterior houve crescimento de 8,7%, a primeira variação positiva do ano com apenas um dígito. No acumulado dos primeiros oito meses de 2010 frente a mesmo período de 2009, a variação foi de 15,3% e no acumulado dos últimos doze meses encerrados em agosto, de 11,0%.
Os semiduráveis e não-duráveis também observaram decréscimo da produção, com variação negativa de 0,8% em comparação a julho na série com ajuste sazonal. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o segmento cresceu 4,3%. No ano, o segmento observou avanço de 6,7% da sua produção e, no acumulado nos últimos doze meses, crescimento de 4,5%, variação superior à de julho (4,0%).
A categoria de bens de consumo duráveis registrou uma queda de 0,1%, igual à média geral da indústria. Na comparação mês/mesmo mês de 2009, houve aceleração do crescimento, já que houve variação de 4,7%, comparativamente aos 2,5% assinalados em julho. Esse resultado deveu-se principalmente ao desempenho dos setores de fabricação de automóveis (9,0%), de eletrodomésticos da “linha marrom” (9,6%) e de outros eletrodomésticos (13,0%). Na comparação do acumulado do ano, a categoria obteve acréscimo de produção de 15,7% e nos últimos doze meses, de 15,5%.
Os bens de capital foram o grande destaque do mês de agosto. Em comparação ao mês imediatamente anterior, foi a única categoria a registrar variação positiva (1,4%). Em relação a agosto de 2009, houve avanço expressivo da produção (28,0%), impulsionado pelos subsetores de: bens de capital para transporte (45,5%), seguido por bens de capital para construção (103,8%), para uso misto (12,9%), para fins industriais (19,2%), agrícola (48,3%) e energia elétrica (8,3%). Nas comparações acumuladas, houve crescimento de 28,3% nos oito primeiros meses do ano e de 14,2% nos últimos doze meses até agosto.
Setorialmente, na passagem de julho para agosto, foi observada queda da produção em dezesseis das vinte e sete atividades pesquisadas pelo IBGE que têm séries sazonalmente ajustadas, colaborando para o resultado de -0,1%. Entre os setores que obtiveram retrações mais acentuadas ficaram: metalurgia básica (-5,8%), seguido por refino de petróleo e produção de álcool (-3,6%), farmacêutica (-5,5%), bebidas (-4,9%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-6,5%). Por outro lado, os ramos que mais pressionaram positivamente foram: máquinas e equipamentos (5,6%), que recuperou parte da perda observada em julho (-6,2%), veículos automotores (1,4%), edição e impressão (4,1%) e outros equipamentos de transporte (4,5%).
Na comparação com mesmo mês do anterior, o resultado positivo de 8,9% foi impulsionado pela expansão na produção de 22 das 27 atividades com destaque para: veículos automotores (27,2%), máquinas e equipamentos (20,7%), alimentos (9,5%), indústrias extrativas (10,7%), metalurgia básica (9,9%) e produtos de metal (18,5%). Por outro lado, entre os cinco ramos que registraram queda na produção, os principais impactos ficaram com refino de petróleo e produção de álcool (-3,6%), influenciado por uma paralisação técnica em unidade produtiva do setor, e farmacêutica (-5,6%).
No acumulado entre janeiro e agosto de 2010, a alta de 25 setores possibilitou o acréscimo de 14,1% na produção industrial total. Veículos automotores (30,8%) lideram a expansão, seguido do ramo de máquinas e equipamentos (35,0%), metalurgia básica (26,9%), outros produtos químicos (14,3%), produtos de metal (30,7%), indústrias extrativas (14,7%) e alimentos (6,3%). Por outro lado, os ramos de fumo (-10,4%) e de outros equipamentos de transporte (-3,4%) prosseguiram exercendo as duas únicas pressões negativas.
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