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“Incorporação de novas tecnologias nem sempre é benéfica”

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A área de medicina diagnóstica é um dos locais onde os avanços da tecnologia mais se fazem presentes. Com a chegada de novos recursos tem-se também um aumento na procura por exames mais assertivos. Como consequência disso, as operadoras de planos de saúde precisam arcar com os valores dos exames realizados. Segundo o gerente médico da Amil, Claúdio Tafla, é preciso checar se as novas tecnologias realmente funcionam ou apenas trazem o custo adicional. ?A incorporação de uma nova tecnologia não é um sistema pontual. Ela é para todo mundo e dará acesso a todas as pessoas que estarão no sistema público ou privado?.

Tafla deixa claro que não se opõe a implantação de novas tecnologias para o setor, mas explica que recursos destinados à área da saúde poderiam ser utilizados de formas mais benéficas. ?Existem muitos investimentos que se fossem melhores aproveitados iriam gerar mais e melhores resultados para a saúde e para o setor?.

Ele chama atenção para o fato de que a população está envelhecendo. ?Estudos mostram que em 2050, 30% da população brasileira terá acima de 60 anos. Em tão pouco tempo não teremos estrutura básica para atender a essa demanda crescente?. Tafla ressalta que isso vai causar algumas discrepâncias consideráveis na área da saúde, pois a utilização da população em serviços básicos, como consultas será em torno de 50% a 60% maior em relação aos cidadãos com menos de 60 anos. Diante dessa tendência, o representante da Amil explica que é necessário se atentar para a implantação de programas de prevenção e promoção de saúde. ?Não existe melhor forma de prevenir e promover a saúde do que a informação?. Desperdício Ao se apresentar no Congresso Brasileiro de Análises Clínicas, realizado nesta segunda-feira (27), em Curitiba, Tafla chamou atenção para um cálculo, realizado pela Universidade de Boston, que revela que no ano de 2005 havia 50% de desperdício dos recursos utilizados em saúde no mundo todo. ?Desse montante, a grande parte era fraude, mas o restante era mau uso dos serviços disponibilizados?. Ele conta ainda que um balanço realizado pela Amil constatou que 30% dos exames realizados não são retirados. ?Essa porcentagem refere-se a exames que não foram ao menos acessados via internet?. Para o gerente médico, é preciso achar uma maneira de gestão que possa contemplar todo o País sem cometer injustiças. A jornalista viajou a convite da empresa Roche

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