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IBCC apresenta novo tratamento para câncer de pele

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O Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) está apresentando mais uma opção do tratamento da doença. O setor de Medicina Nuclear da instituição acaba de publicar um estudo em que confirma que uma substância radioativa – chamada fitato marcado com tecnécio – pode ser usada, em doses mínimas, em exames para localização do linfonodo sentinela nos casos de câncer de pele melanoma. O linfonodo sentinela é o primeiro gânglio a receber as células do tumor e espalhá-las pelo corpo (metástase). Segundo a chefe do setor no IBCC, Márcia Garrido Tavares, a retirada deste gânglio permite avaliar o estágio da doença e a programação de um tratamento mais eficiente.
Há pouco mais de uma década, os oncologistas no Brasil puderam passar a contar com mais essa arma contra a metástase de um câncer e sua possível cura. Uma equipe multidisciplinar aplica uma injeção subcutânea de fitato próximo ao tumor do paciente em estágio inicial para detectar onde está o linfonodo sentinela. A partir daí, durante a cirurgia de extração do tumor um aparelho portátil (gamma-probe) auxilia o médico a detectar o linfonodo, completando o tratamento local.
No caso do melanoma, o IBCC pesquisou, de 1998 a 2003, em mais de 130 pacientes a utilização do fitato para localizar o linfonodo sentinela. Com a comprovação da eficácia de seu uso, a substância, produzida no Brasil, pode ser usada com sucesso.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o melanoma representa apenas 4% dos tipos de câncer de pele, mas é o mais grave na especialidade, em razão da sua alta probabilidade de metástase. No Brasil o câncer de pele tipo melanoma atinge mais de quatro mil pessoas a cada ano, das quais mais de 1.100 acabam em óbito, segundo estimativas do Inca em 2003. O câncer de pele melanoma é causado, na sua grande maioria, pela radiação solar ultravioleta e por fatores hereditários.

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