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Hospitalar: Prestadores e operadoras buscam consenso para evitar processos judiciais

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Com o objetivo de discutir as melhores práticas para evitar erros médicos e eventos adversos, prestadores e operadoras se reuniram durante o primeiro dia da Feira + Fórum Hospitalar em São Paulo. Para José Henrique Germann, do Hospital Israelita Albert Einstein, a pró-atividade é um dos pontos básicos para lidar com a crise num momento de erro médico. ?É importante estabelecer sistemas de notificações, auditorias internas e externas. Ter uma estrutura operacional que trabalhe de maneira diferente os eventos, conforme sua classificação e antecipar as informações ao paciente e seu familiar?, afirma. O Einstein segue os princípios do Instituto of Medicine quanto a segurança, efetividade e assistência focada no paciente. Para tentar diminuir os erros, o Einstein trabalha ainda com grupos para tratar eventos adversos, erros de medicação e serviço de controle de infecção. ?Temos que evitar as análises superficiais e partir para a análise de causa raiz. Além disso, temos definidos diversos tipos de ação que vai desde a ação punitiva a mudança de cultura. A má qualidade é um sofrimento que o paciente não merece ter?, afirma Germann.
Já Manoel Antonio Peres, da Bradesco Seguros, explica que as maiores demandas judiciais são aquelas ligadas a manutenção de contratos, acesso a tecnologias e autorização de procedimentos. Para ele, muitas vezes a justiça é utilizada como estratégia para aquisição tecnológica, insumos e medicamentos. ?Existe um receio muito grande das demandas judiciais, que acaba dificultando a capacidade de inovar. Tanto a operadora quanto o prestador precisam criar processos internos para atender a demanda judicial, além de garantir custos adicionais?, afirma Peres.
O advogado José Luiz Toro da Silva, do Hospital Nossa Senhora de Lourdes, afirma que os hospitais e operadoras ainda não conseguem se entender, e quando entra o terceiro ator, o Judiciário, a situação piora. ?Como advogado assisto muitas vezes uma conversa de surdos em que um não escuta o que o outro está falando. Não podemos esquecer que em Saúde apesar da atividade ser privada, estamos sob uma regulação e interesse público, sujeitos a uma regulamentação severa?, afirma.

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