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Hospitalar 2005: Saúde não tem preço, mas tem custo

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Buscando apresentar alternativas de sustentabilidade para o setor da saúde, o presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein, Claudio Lottenberg, promoveu ontem (15/06), a convite da Siemens, a palestra ?Tendências de Mercado na Área da Saúde?, para cerca de 50 gestores de hospitais brasileiros. Para o executivo, dinheiro mal gasto é sinônimo de falta de metodologia para utilizar recursos, por isso, o grande propulsor para o desenvolvimento do setor continuará em torno das discussões sobre gestão
Para ele, uma necessidade importante é a participação de médicos no processo gerencial, além de diretrizes clínicas, preços pré-estabelecidos, riscos compartilhados e integrados. ?O médico não pode continuar trabalhando por impulso porque no final ninguém quer assumir os riscos. Mesmo nas grandes instituições faltam médicos com perfil gerencial. A prática médica ainda é isolada. Trabalho em equipe é fundamental, integrado com ferramentas de tecnologia da informação e formação de banco de dados de paciente?, afirma.
Segundo ele, o desafio atual das instituições brasileiras é crescer em programas de gerenciamento para pacientes crônicos. ?Os hospitais cresceram em assistência a pacientes agudos, mas há a necessidade em avanços nos cuidados de doenças crônicas?, ressalta. Atualmente, cerca de 69% dos pacientes e 80% dos leitos contratados são para pacientes que apresentam doenças crônicas. Para Lottenberg, o momento atual diz respeito às doenças complexas (câncer, cardiovascular e neurologia) e não mais as infecciosas. Outro importante setor que deve ser explorado e melhorado é o de doenças psiquiátricas, que geram ?um incrível impacto no sistema?.
Gerenciar custos vai continuar a ser propulsor primário, mas a implementação da tecnologia de telesaúde que oferece redução no custo, melhora a qualidade e automatiza o fluxo de trabalho, também entrará na pauta das discussões, além da pesquisa e desenvolvimento em medicina genômica, células-tronco, terapia celular, imagem (PET-CT e RM) e molecular imaging, além de novas aplicações em informática, eletrônica, robótica, novos materiais e nanotecnologia. ?O gerenciamento de doenças é a única estratégia para tornar o negócio viável, além da adoção de tecnologias com modelo preditivo?, conclui.

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