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Hospital Universitário de Sergipe amplia diagnóstico da hepatite C

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O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe em parceria com a Roche Farmacêutica inicia o oferecimento de exames de biologia molecular para detectar a quantidade de carga viral presente no organismo de pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C. Este diagnóstico, em conjunto com outros procedimentos de avaliação, servirá para identificar com maior precisão o quadro clínico do paciente, oferecendo ao médico, informações que o auxiliarão a definir a melhor forma de tratar o indivíduo acometido por esta enfermidade. Em uma primeira fase, foram doados 100 testes qualitativos, suficientes para atender a demanda do laboratório universitário que trata, aproximadamente, 40 pacientes por mês oriundos do ambulatório da Universidade Federal de Sergipe.
O tratamento no ambulatório depende de uma triagem inicial e as pessoas que passaram por situações de risco deverão procurar o hospital universitário. A parceria entre o Hospital Universitário e a Roche permitirá a realização de exames de carga viral, ajudando a definir o melhor tratamento. O exame quantitativo possibilita tanto a suspensão do tratamento como a continuidade deste de acordo com os resultados obtidos nos exames.
O Hospital Universitário atende a comunidade, prestando assistência à saúde da população, atuando na formação de recursos humanos na área de saúde – médicos, enfermeiros, odontólogos e farmacêuticos nutricionistas – e na pesquisa científica. O suporte acadêmico de suas atividades é dado pelas Faculdades de Medicina, Enfermagem, Odontologia e Farmácia da Universidade Federal de Sergipe, cujos docentes integram seu corpo clínico. O Hospital tem mais de 8 mil m2 de área construída e atende, em média, mais de 150 pacientes por dia em seus ambulatórios. No centro cirúrgico do hospital, são realizadas cerca de 700 cirurgias por ano.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia, no Brasil existem, aproximadamente, 2 milhões de portadores de Hepatite C ou 1,6% da população. Estudo prospectivo de campo conduzido pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas identificou uma prevalência de 1,54% na cidade de São Paulo, chegando a aproximadamente 4% nos indivíduos entre 40 e 50 anos.
O laboratório Roche desenvolveu o interferon peguilado alfa-2a (40KD), nome científico do medicamento Pegasys, que possibilita uma maior chance de cura nos pacientes com hepatite C em relação ao tratamento anterior. Trata-se de um medicamento desenvolvido com uma nova tecnologia (peguilação) que o permite estar em contato com o vírus por um tempo mais prolongado no organismo e, desta maneira, há também maior “pressão” de eliminação viral.
O medicamento, o único interferon peguilado disponível em solução pronta para uso, é aplicado uma vez por semana independentemente do peso corpóreo do paciente. Além disso, é também mais bem tolerado do que os tratamentos anteriores.

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