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Hospital Santa Cruz dribla a crise e ganha destaque em razão da lucratividade

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A recessão econômica gerou um impacto enorme para as empresas do ramo da saúde. A dificuldade financeira e o desemprego atingiram em cheio, sobretudo, os planos de saúde e os hospitais privados, que viram sua carteira de clientes encolher drasticamente nos últimos cinco anos. Abrir mão do serviço é uma das opções para reduzir as planilhas de custos das famílias e também das empresas.

No entanto, o Hospital Santa Cruz, em Curitiba, no Paraná, soube reverter o cenário desfavorável e manter a rentabilidade do negócio, mesmo no período de “vacas magras”. A instituição – que alcançou lucro líquido de 6,03% em 2017 – figura entre as cinco melhores empresas de saúde da região Sul por rentabilidade, segundo levantamento da revista Amanhã em parceira com a PWC. Embora baixa em relação a outros segmentos, a rentabilidade positiva demonstra a seriedade na gestão e o comprometimento com a performance do Santa Cruz.

O foco do hospital é o cuidado com o paciente. Ele é o protagonista de todo o processo de gestão implementado na instituição. O desafio imposto pelo mercado foi superado por meio da adoção de um modelo baseado na qualidade assistencial e segurança na jornada do paciente, o que vem garantindo a sustentabilidade econômica da instituição, de acordo com o diretor geral do Hospital Santa Cruz, Claudio Lubascher.

“Oferecemos para nossos pacientes um cuidado muito mais amplo no que diz respeito à assistência hospitalar. Nosso atendimento, além de qualidade, inclui segurança e humanização. Quando falamos em gestão, estamos preocupados, de forma real, com tudo aquilo que as pessoas precisam receber quando chegam no hospital: agilidade, sinergia no atendimento, excelência no acolhimento da família e boa comunicação. Todos esses fatores, somados, trazem mais tranquilidade para as pessoas durante a jornada hospitalar”, destaca Lubascher.

Ele explica que todos esses cuidados com os pacientes acabam resultando no bom desempenho financeiro. “Não se fabrica lucro. Se há lucratividade é porque trabalhamos, com excelência, naquilo que acreditamos que é nossa essência: o cuidado com cada pessoa. O hospital precisa ser uma entidade acima das crenças pessoais, que por si só preze pela excelência na assistência e boas práticas de qualidade, que vão além da administração, da logística, da informática e da área financeira. Uma das alternativas utilizadas é a adoção de uma governança assistencial. Não podemos reduzir o número de enfermeiras da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ou medicamentos, mas pensar em medidas para reduzir custos e desperdícios e otimizar a nossa capacidade produtiva, adotando processos para diminuir o tempo de permanência dos pacientes no hospital, para aumentar a rotatividade dos leitos. O melhor caminho para a rentabilidade é atender o paciente de forma correta. Nossa obrigação é prezar pela eficácia dos processos, evitando custos desnecessários.

Interpretar o mercado

Outra estratégia para aumentar a rentabilidade é antever as mudanças mercadológicas. Conforme Claudio Lubascher, o envelhecimento da população, por exemplo, interfere no modelo de gestão.  A geriatria e os cuidados paliativos, por exemplo, serão especialidades que tomarão outra relevância. Desta forma, é preciso investir em um modelo de gestão mais assertivo, levando em conta o cenário atual, porém olhando para o futuro. “Precisamos otimizar nossa estrutura pensando nesses pacientes. O setor de oncologia, por exemplo, será um dos mais afetados. Teremos diferentes perfis de pacientes, os mais críticos e os crônicos, e o tempo de permanência no hospital também tende a aumentar. A gestão está ligada ao trabalho assistencial, que precisa ser moderno, de vanguarda”, afirma o diretor geral do hospital Santa Cruz.

       
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