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Hospital Quinta D’Or, do Rio, realiza “Campanha do Silêncio”

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Exposição prolongada a ruídos elevados pode causar danos à audição e transtornos como dores de cabeça, sono agitado, insônia, estresse, dificuldades de atenção e de concentração. Pesquisa mostra que os níveis de ruídos em uma unidade de terapia intensiva na capital paulista chegam a 65,36 decibéis, considerados elevados para um ambiente como um hospital e particularmente alarmantes por se tratar de uma UTI. Blá, blá, blá!; roc, roc!; toc, toc!… Ruídos como estes, causados por conversas em voz alta, carrinhos, sapatos, portas batendo e celulares tocando são os alvos de uma campanha que está sendo desenvolvida no Hospital Quinta D’Or, no Rio de Janeiro. Realizada com o objetivo de minimizar os ruídos que possam atrapalhar a recuperação do paciente e melhorar a qualidade do ambiente de trabalho, a Campanha do Silêncio envolve todos os freqüentadores do hospital, com ações e mensagens específicas para funcionários, pacientes e acompanhantes.
O barulho elevado atinge o corpo e a mente, provocando diversas alterações como dores de cabeça, sono agitado, insônia, estresse, dificuldades de atenção e de concentração. É um inimigo silencioso porque causa uma série de malefícios sem que nos demos conta. A fadiga auditiva e o desgaste psicológico estão diretamente ligados à quantidade e à intensidade de ruídos e ao tempo de exposição a eles. Além da perda auditiva gradual, perde-se também saúde com a exposição prolongada a esses ruídos. No caso dos hospitais, níveis de ruídos acima dos valores desejáveis podem comprometer a recuperação do paciente.
O índice recomendado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas para um ambiente hospitalar ser considerado tranqüilo situa-se entre 35 e 45 decibéis. Uma pesquisa apresentada na Escola Paulista de Medicina analisou os níveis de ruído em uma unidade de terapia intensiva na capital paulista. Os resultados apontaram um nível de ruído de 65,36 decibéis, considerados elevados para um ambiente como um hospital e particularmente alarmantes por se tratar de uma UTI.
Para orientar as ações da Campanha do Silêncio, o Quinta D’Or fez em dezembro um levantamento dos ruídos em cada setor. Foi utilizado um decibilímetro, que afere os níveis de ruído e as fontes geradoras. Com o diagnóstico inicial foi elaborado um mapa dos ruídos em todos os setores, que foram comunicados a respeito da situação encontrada. Os campeões do barulho, de acordo com o levantamento, foram as conversas em voz alta; celulares; carrinhos de limpeza e de alimentação, principalmente quando entram e saem dos elevadores; portas batendo, às vezes por causa do vento que se aproveita das janelas abertas; sapatos; e as obras dentro do hospital.
Os investimentos nos benefícios do silêncio já começaram no Quinta D’Or. Estão sendo providenciadas a regulagem das portas e janelas; troca de trincos; aquisição de novos modelos de carrinhos de alimentação, manutenção e limpeza, com rodas amortecidas; mudanças em procedimentos que envolvem as obras dentro do hospital, etc. Até as fábricas dos equipamentos instalados na UTI e na Unidade Coronariana estão sendo notificadas sobre os ruídos causados pelos aparelhos e estimuladas a buscar soluções para o problema. Pacientes e acompanhantes estão sendo abordados por uma comissão do hospital que explica como colaborar com a campanha. Cartazes e folhetos distribuídos em pontos estratégicos completam o arsenal de conscientização.
Periodicamente, a equipe que coordena a campanha recebe uma planilha da área de manutenção e engenharia, que percorre todo o hospital e afere os níveis de ruído, acompanha e analisa se os setores estão alcançando os resultados desejados.
A Campanha do Silêncio tem espaço até para puxões de orelha divertidos e educativos. E quem for pego fazendo barulhos desagradáveis dentro do hospital ganhará das fonoaudiólogas de plantão um irreverente cartão amarelo com uma carinha triste e a seguinte frase: “Não estou colaborando com a Campanha do Silêncio”.
Sugestões de como os acompanhantes podem colaborar com a campanha:
.Evite conversar em voz alta nos corredores do hospital
.Use o celular no volume baixo ou o coloque no vibracall
.Procure assistir televisão em um volume agradável
.Fique atento para não deixar a porta bater

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